ONGs pedem punição por envenenamento de cães

ONGs pedem punição por envenenamento de cães

Por Regina Helena Santos

SP sorocaba 165401 1

Representantes de grupos que atuam em defesa dos direitos dos animais protestaram neste domingo, na avenida Antonio Carlos Comitre, no Campolim, com o objetivo de cobrar punição ao responsável pelo envenenamento e morte de cachorros no Jardim Itanguá 2. O caso veio à tona na última semana, quando vídeos de câmeras de segurança instaladas na rua Hortência Soares do Amaral, divulgados na internet, mostraram um homem dando comida, supostamente envenenada, a animais pertencentes a moradores do local. O suspeito seria ouvido em depoimento na última sexta-feira, que acabou sendo transferido para esta segunda-feira. O caso está sendo investigado pelo 2º Distrito Policial.

Com cartazes, faixas e megafone, integrantes do Comitê Municipal dos Direitos dos Animais, Associação Amigos dos Animais, da Organização Não-Governamental (ONG) 269 Life e do Veddas Sorocaba chamavam a atenção dos motoristas que passavam pelo local.

O supervisor de planejamento José Maria Rodrigues, de 59 anos, e sua esposa Rita Rodrigues, de 50 anos, estavam presentes em solidariedade à afilhada, dona de um dos animais mortos. Com um cartaz com os dizeres “o que tira o meu sono é a morte de um animal, não seus latidos. Como dormir tirando a vida deles?”, José Maria disse lutar por justiça. “O que a gente quer é que o delegado seja firme e que o suspeito compareça para depor. Se existe lei, se existe crime, queremos que esse criminoso seja identificado e que a lei seja cumprida. Simplesmente isso. Somos contribuintes e temos que exigir que a lei seja cumprida pelas autoridades”, falou José Maria.

De acordo com o delegado Wilson Negrão, do 2º DP, o pedido de adiamento do depoimento do suspeito foi feito por seu advogado. A polícia optou por não divulgar as identidades do suspeito e nem dos denunciantes por motivo de segurança.

Novos casos de envenenamento de animais no bairro foram registrados após a divulgação das imagens pela internet. A orientação, nestas situações, é que o proprietário do animal morto tenha em mãos o laudo técnico de especialistas. A primeira providência a ser tomada é entrar em contato com a Seção de Controle de Zoonoses de Sorocaba. A lei municipal 8.354, artigo 22 de 2007, prevê a exigência de profissionais capacitados ao manuseio do animal envenenado para coleta do sangue para a formulação do laudo técnico. Na sequência, a própria Zoonoses irá providenciar a perícia técnica do animal e produzir o laudo. Com o documento comprovando o envenenamento em mãos, o dono deve procurar o 2º DP e registrar a ocorrência.

Fonte: Cruzeiro do Sul

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