ONU denuncia aumento do uso de produtos derivados de animais em extinção

ONU denuncia aumento do uso de produtos derivados de animais em extinção

INT trafico tiger in cage

O aumento do uso de produtos derivados dos chifres de rinocerontes ou de outras partes do corpo dos tigres como símbolo de ostentação e de riqueza está ameaçando ainda mais a sobrevivência destes dois animais, denunciou a ONU nesta sexta-feira. 

O aumento do uso de produtos derivados dos chifres de rinocerontes ou de outras partes do corpo dos tigres como símbolo de ostentação e de riqueza está a ameaçar ainda mais a sobrevivência destes dois animais, denunciou a ONU esta sexta-feira.

O Comité permanente de Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Selvagens de Fauna e Flora (Cites) reúne-se na próxima semana em Genebra para analisar a implementação de novas normas sobre comércio ilegal de espécies protegidas.

Um dos pontos mais relevantes da agenda será o aumento do comércio ilícito de chifres de rinocerontes e de partes de tigres, explicou hoje em conferência de imprensa o secretário-executivo da Cites, John Scanlon.

«Estamos a observar uma preocupante mudança na procura de algumas espécies. Antes, essas espécies eram caçadas porque achavam que algumas das suas partes curavam doenças. Mas, agora, observamos que o uso dessas peças visa demonstrar riqueza».

Neste aspecto, espera-se que, durante as sessões da próxima semana – de 7 a 11 de Julho -, África do Sul, Vietname e República Checa apresentem relatórios a respeito do tráfico de chifres de rinocerontes, dado que estes países aparecem como o primeiro exportador de tráfico ilícito, o primeiro receptor e um dos principais intermediários, respectivamente.

«O comércio ilegal é maior que a capacidade que os rinocerontes têm de se reproduzir», o que representa uma grande ameaça.

De facto, até 2007, a população de rinocerontes no mundo tinha estabilizado e parecia que a ameaça tinha desaparecido, mas, a partir de 2008, novos actos de caça ilegal foram detectados de forma crescente, com 88 casos anuais. No ano passado, por exemplo, mais de mil casos foram registados.

Fonte: Diário Digital (Portugal) / mantida a grafia original

Nota do Olhar Animal: Lamentável o especismo, que gera ações (bem vindas) de preservação de animais, mas que restringe esta proteção aos que correm risco de extinção, desprezando aspectos relevantes como a senciência dos demais, especialmente os domésticos.

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