Operação liberta aves que sofriam maus-tratos no Sul de SC

Operação liberta aves que sofriam maus-tratos no Sul de SC
Aves da espécie Curió, ameaçadas de extinção, foram as mais encontradas nos estabelecimentos. Foto: Divulgação/Decom/ND

A Famcri (Fundação do Meio Ambiente de Criciúma) e a Polícia Militar Ambiental da Guarnição de Maracajá realizaram uma operação de apreensão de 25 aves silvestres em dois estabelecimentos em Criciúma. Algumas aves estavam em estado de saúde crítico e sofriam maus tratos. Após reabilitação os animais foram soltos na natureza

Conforme a fiscal da Famcri, Rafaela Bendo, os proprietários não possuíam registro legal para criação e guarda dos animais em cativeiro.

 “Também, ocorreu o crime de maus tratos aos animais, devido às condições de higiene das gaiolas e ao estado de saúde de alguns animais, que era bastante crítico. Os dois estabelecimentos sofrerão as sanções previstas na Lei Federal de Crimes Ambientais nº 9.605/1998 e no Decreto Federal de Infrações Administrativas nº 6.514/2008”, acrescentou.

Multas de R$ 6 e R$26 mil para proprietários

Os proprietários dos locais, receberam multas de R$ 26.055,00 e R$ 6.300,00, respectivamente. A maioria das aves eram Curiós, que são classificados como de perigo de extinção. As outras espécies encontradas foram trinca-ferro, coleirinho, sabiá-laranjeira, gaturamo, pintassilgo, entre outras.

Cerca de 25 aves foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental e fiscais da Famcri. Foto: Divulgação/Decom/ND
Cerca de 25 aves foram apreendidas pela Polícia Militar Ambiental e fiscais da Famcri. Foto: Divulgação/Decom/ND

“Após a análise clínica do biólogo e da veterinária da fundação, as aves passaram por um processo de reabilitação e foram soltas em áreas de preservação. Já as gaiolas, foram integralmente destruídas, para não serem mais utilizadas na prática de novos crimes, e o material foi encaminhado ao Aterro Sanitário”, completou o fiscal. A ação foi realizada, na última semana, após denúncias.

Apurações de infrações são intensificadas
 
As apurações de crimes contra a fauna estão sendo intensificadas pela Fundação.  “É importante ressaltar que quem vende, expõe à venda, exporta, adquire, guarda, tem em cativeiro ou depósito, espécimes da fauna silvestre, nativa ou em rota migratória, sem a devida permissão, licença ou autorização da autoridade ambiental competente ou em desacordo com a obtida, também está sujeito às sanções legais pertinentes”, explicou.

A fundação funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, sem fechar ao meio dia, e também, em regime de plantão noturno e aos fins de semana. Para quem possuir espécimes ou tiver interesse em mais informações, poderá entrar em contato pelo telefone (48) 3445-8429 ou WhatsApp (48) 9-9155-3825.

Por Redação ND, Criciúma

Fonte: ND mais

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