Organizações pedem para frear o leilão de animais do zoológico de Mendoza após morte de 60 animais

Organizações pedem para frear o leilão de animais do zoológico de Mendoza após morte de 60 animais

Organizações protetoras dos animais se manifestaram no dia 29 de junho em frente à Casa de Mendoza, na Argentina, para pedir que “se freie de forma urgente o leilão de animais da fauna silvestre que habitam o zoológico”.

Tradução de Nelson Paim

Integrantes de organizações que trabalham a favor dos direitos dos animais pediram no dia 29 de junho “que freiem de forma urgente o leilão de animais da fauna silvestre que habitam o zoológico de Mendoza” e também exigiram a implementação de programas para proteger a vida animal. Tudo isso durante um protesto na rua em frente à Casa de Mendoza, localizada na província de Mendoza, na cidade de Buenos Aires.

“Repudiamos a morte de 60 animais do zoológico de Mendoza e denunciamos o risco que correm os animais que começaram a ser leiloados em um registro de uma reconversão que não respeita o direito animal”. Disse a ativista independente Ana Schipani durante o protesto que se fez em Callao.

Durante o protesto o diretor da Casa de Mendoza, Gustavo Videla, recebeu uma delegação dos grupos de protetores animais e se comprometeu a confirmar “as versões de leilão de animais do zoológico da província”.

Além disso, disse Schipani, “o funcionário tomou nota dos pontos do plano nacional que pretende reconverter os zoológicos e que são parte de um debate legislativo em Mendoza por estes dias. Necessitamos que a lei que se aprove deixe claro como devem ser feitos os encaminhamentos dos animais afetados pela reconversão”.

O plano deve garantir que esses animais não terminem nas mãos de praticantes de caça, laboratórios ou mesmo outros zoológicos”, completou a ativista.

“A política de abrir parques ecológicos não garantirá o respeito e a integridade da fauna silvestre e somente abrirá oportunidades para aqueles que buscam lucrar com os animais”, afirmam os grupos protecionistas.

Victoria Perdomo, do Animales sin Fronteras, denunciou “como outra mostra da política de extermínio de animais que se dá em todo o país, o levantamento do programa Pro Tenência, que funcionava até que assumiu o novo governo na Villa 31 da cidade de Buenos Aires, como um centro fixo de atenção a cães e gatos”.

“Tampouco se cumprem as cem castrações anuais que por lei devem ser feitas pelo Instituto Luis Pasteur, onde se tem restringido a atenção”, sustenta Perdomo, que disse que “não somente se aplicam eutanásias senão que, além disso, proliferam os animais em situação de rua por falta de políticas públicas”.

Para a ativista “o governo portenho responde com a lei 5.346 que o habilita a capturar animais de rua para doá-los a experimentações, medida que querem impor a todo o país”.

Com máscaras que representam as espécies silvestres em cativeiro, como são – para o imaginário social – os leões, tigres, pumas, ursos e girafas, os ativistas fizeram selfies frente à Casa da Província e distribuíram folders sobre o Plano Nacional de Eco parques, uma proposta que segundo os protetores “não respeita o direito animal e aprofunda os maus-tratos e as políticas eliminatórias”.

O Plano Nacional não sinaliza com o rigor necessário “quando um animal pode ser submetido a eutanásia. A imprecisão põe em risco a vida de muitos deles e mostra insensibilidade, que termina sendo uma política social e de controle enfermidades”, esclareceu a integrante do Animales sin Fronteras.

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Fonte: Télan 

Nota do Olhar Animal: A simples existência de um leilão dos animais já indica sobre como os animais são vistos e tratados como objetos. 

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