Os guardiões dos animais marinhos no litoral de São Paulo

Os guardiões dos animais marinhos no litoral de São Paulo
Animais resgatados doentes ou feridos na região do Guarujá (SP) ganham uma nova chance no Instituto Gremar. — Foto: Aurélio Sal/TG

Pelos 1,5 mil quilômetros de litoral do sul e sudeste do Brasil, fiscais do projeto de monitoramento de praias procuram por animais marinhos doentes ou encalhados. O projeto é uma contrapartida pela exploração de petróleo na bacia de Santos. Só no ano passado mais de 15 mil bichos foram resgatados e levados para tratamento em instituições conveniadas.

Os encontrados na região do Guarujá vão para o Instituto Gremar, que há quase vinte anos luta pela preservação da vida selvagem marinha. Entre eles está um jovem atobá-marrom encontrado fraco e desnutrido na praia e agora passar por reabilitação. Ele faz fisioterapia para fortalecer as asas e musculatura peitoral.

Outro animal que chama atenção é o pinguim-de-magalhães. Ele não sai da frente do espelho. Na verdade, se sente mais seguro vendo o reflexo. Pinguins são animais que vivem em colônia e tem a necessidade de estar perto de outros da mesma espécie.

Projeto resgata animais marinhos feridos no litoral paulista. — Foto: Aurélio Sal/TG
Projeto resgata animais marinhos feridos no litoral paulista. — Foto: Aurélio Sal/TG

Mas segundo a gerente operacional do Gremar Rosane Farah, as tartarugas marinhas são as que necessitam mais cuidados. Todas as espécies de tartarugas marinhas brasileiras estão ameaçadas de extinção. Algumas chegam mutiladas, geralmente por causa de acidentes com embarcações.

Quando a equipe do terra da gente visitou o Gremar, no final do ano passado, havia uma tartaruga-cabeçuda com mais de cem quilos em recuperação. Ela tinha uma infecção grave, precisou de antibióticos e uma transfusão de sangue mas ficou curada e foi solta no mar no início desse ano. 30% dos animais resgatados conseguem voltar à natureza. O restante ou morre ou passa a viver em cativeiro.

Segundo Rosane Farah, a poluição dos oceanos está entre as principais causas de doenças nesses animais. Na sala de necropsia do instituto tem uma coleção de objetos, especialmente de plástico, encontrados nos estômagos de bichos atendidos lá. Eles vão de sacolas plásticas e canudos à pedaços de pneu de bicicleta. A saúde do mar, portanto, também depende da consciência de quem vive em terra firme.

Confira a rotina nesse centro de recuperação no Terra da Gente deste sábado (03/07), às 14h, na EPTV.

Fonte: G1

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