Os macabros cachorros-bomba usados pelos soviéticos na 2ª Guerra Mundial

Cachorros atuando em guerras não são algo inusitado, já que esses animais sempre foram treinados para resgate e detecção de artefatos explosivos. No entanto, durante a Segunda Guerra Mundial, eles foram usados como bombas antitanques pela União Soviética. A história é abordada no livro Beasts of War: The Militarization of Animals (“Bestas de Guerra: A Militarização de Animais”, em tradução livre).

Em 1941, quando o regime stalinista temia a entrada dos poderosos tanques nazistas em território soviético, o exército começou a treinar cachorros para cumprir a função de explodir essas máquinas de guerra. A ideia original era adestrar os animais para levar os explosivos (que seriam detonados por um temporizador) até os alvos. Uma matilha de cães praticou por seis meses, mas mesmo os mais inteligentes não conseguiram concluir a tarefa. Os fracassos contínuos acabaram resultando em uma simplificação. 

A manobra era tão simples quanto macabra: os animais foram adestrados para correrem até os tanques, guiados por comida, equipados com poderosos explosivos. Os cachorros se dirigiam à parte inferior desses armamentos de guerra, onde a blindagem é mais frágil, e suas bombas eram detonadas. Para isso, os treinadores se valeram dos célebres estudos realizados por Ivan Pavlov, que teorizou e enunciou o mecanismo do condicionamento, no qual um determinado estímulo produz determinadas respostas em animais. 

A eficácia do método não foi absoluta, mas cerca de 30 tanques teriam sido destruídos pela explosão dos cachorros-bomba. Quando os alemães identificaram a estratégia, abriram fogo para todo e qualquer cachorro que se aproximasse de seus equipamentos. 

Imagens: Shutterstock.com e Domínio Público/Reprodução

Fonte: La Republica, Gizmodo e Business Insider via History


Nota do Olhar Animal: Mesmo com todos os avanços tecnológico, cães continuam sendo colocados em situações de perigo por forças de segurança, seja para detectar bombas, em resgates, etc. E isso ocorre na Rússia, EUA, Brasil, Europa etc. Certamente não é algo que fariam se pudessem escolher e soubessem dos riscos. Mas, como quase sempre, os interesses dos animais são ignorados em nome de interesses humanos.

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