PACMA se concentra para pedir o fim definitivo das touradas na Espanha

PACMA se concentra para pedir o fim definitivo das touradas na Espanha
Concentração na praça. (Fotos: Manises / Cadena SER)

Em 25 de fevereiro passado, a Praça Manises recebeu uma manifestação do Partido Animalista Contra o Maltrato Animal (PACMA) contra os maus-tratos a animais e pelo fim das touradas. O lugar não é casual, muito menos a data. O grupo em defesa dos animais quer denunciar, diante das portas do Palau de la Generalitat e da Câmara dos Deputados de Valência, que um Conselho e uma corporação provincial, que afirmam serem progressistas, mudaram as coisas no âmbito dos touros, mas para pior. Tudo isso em um momento particularmente complicado na luta pelo fim das festividades taurinas, com a nova regulamentação preparada pelo governo valenciano e que, segundo o PACMA, introduz novas formas de maus-tratos a animais.

De acordo com a coordenadora do grupo, Raquel Aguilar, os novos regulamentos permitirão o confinamento de touros embolados e de vacas e novilhos, o que se qualifica como um passo para trás na luta pelos direitos dos animais de um Conselho que diz chegar para mudar as coisas. Algumas celebrações que ele descreve como brutais, especialmente a nova modalidade de confinamento de touros embolados que, segundo ele, não foram previamente regulamentadas e às quais agora o suporte legal é dado. Aguilar diz que esse novo tipo de touradas causará duas vezes mais danos aos animais.

Áudio: Raquel Aguilar (PACMA)

Não só isso, ele também critica a Câmara dos Deputados de Valência e seu orçamento de mais de um milhão de euros para a gestão da Plaza de Toros de Valencia. Um orçamento que, além disso, no ano passado foi modificado para aumentar em 50%. Também se refere à escola de touradas dependente do conselho. Tudo isso, diz ele, dá uma imagem desatualizada e bárbara da nossa comunidade e da cidade de Valência.

Áudio: Raquel Aguilar (PACMA)

E, precisamente, com a finalidade de dar voz aos que não a têm, o PACMA planejou para aquela tarde uma leitura de poemas, um manifesto em quatro línguas, pois, disse Aguilar, a barbaridade das touradas atravessa nossas fronteiras, e uma lista com os nomes dos touros mortos na forma de entretenimento que ele considera retrógrada.

Concentração na praça. (Fotos: Manises / Cadena SER)

Por Marta Rojo / Tradução de Thaís Perin Gasparindo

Fonte: Cadena Ser 

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