Ciência ética

Certa vez uma amiga questionou em um programa de televisão “Eu só quero saber, por que que a ciência não pode ser ética?”. Embora essa não fosse uma pergunta retórica, e tenha sido repetida três ou quatro vezes durante o programa, ela ficou sem resposta por parte de seus interlocutores, praticantes de vivissecção.

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A experimentação animal e as leis

Experimentação animal é a prática cruenta de utilização de animais vivos ou recém-mortos com propósitos experimentais ou didáticos. Essa prática tornou-se padrão na medicina experimental desde que o fisiologista Claude Bernard assim o estabeleceu, em 1865. Desde então, houve poucos questionamentos quanto à validade desses métodos, os quais seguiram como referência na pesquisa acadêmica.

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Métodos alternativos

172 Existem diversas interpretações relativas ao que sejam “métodos alternativos”. Na interpretação mais difundida, porém pouco fundamentada, métodos alternativos são aqueles que podem ser “alternados” com técnicas que utilizem animais.

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Xenotransplantes

Pesquisadores de Munique (Alemanha) divulgaram na revista Transplantation haverem criado porcos geneticamente modificados. Esses porcos poderiam, em um futuro não muito longínquo, produzir órgãos que gerariam menos rejeição ao serem transplantados para seres humanos.

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AIDS

Artigo que será em breve publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences reporta que uma equipe da Universidade Rockefeller (EUA) está desenvolvendo um novo modelo animal para a pesquisa da AIDS. A espécie dessa vez escolhida é a Macaca nemestrina, originária do sudeste da Ásia, e sua infecção somente é possível quando os cientistas induzem uma mutação no vírus HIV-1.

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Ética e dogma

Nas discussões acadêmicas e extra-acadêmicas referentes à bioética, vemos uma forte participação da Igreja nas tomadas de decisão, afinal, 74% dos brasileiros são católicos nominais, embora em grande parte não praticantes ou praticantes de outras religiões.

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Uso de animais em práticas cirúrgicas – parte final

Simuladores que permitem que o estudante aprenda e pratique suas habilidades em microcirurgia básica, cirurgia microvascular, microneurocirurgia, cirurgia em órgãos e complexos de órgãos, suturas, pontos cirúrgicos, ou que permitem que cirurgiões já experientes possam praticar e assim manter suas habilidades. Essa ideia parece a visão de um mundo futurista distante, mas ela já é realidade atualmente.

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Uso de animais em práticas cirúrgicas – parte 1

No mês de maio de 2009, cerca de 300 estudantes de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) invadiram a Reitoria da Universidade para protestar contra a proibição do uso de animais vivos oriundos do CCZ municipal em práticas de cirurgia. Segundo as alegações desses estudantes, seria impossível aprender a operar em cadáveres ou boneco, porque em animais vivos podem acontecer imprevistos, que preparam os estudantes para casos de operações reais.

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Visita ao matadouro

Visita ao matadouro

Passei alguns de meus últimos anos no interior de São Paulo, fiscalizando fontes de poluição ambiental: usinas de açúcar e álcool, fábricas que processamento de polímeros, fundições etc. Mas nada me pareceu tão poluente e agressivo quanto os curtumes e abatedouros de animais. Estas atividades são, é claro, extremamente poluentes, mas pretendo falar sobre este assunto em outra ocasião. Gostaria de reservar este momento para falar sobre uma outra forma de violência, aquela que presenciei nos matadouros e abatedouros de animais.

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Os cães de Banting e Best e a descoberta do diabetes em humanos

O diabetes figura entre uma das mais citadas justificativas para a continuidade da experimentação em animais; muitos defendem que sem tais experiências, jamais teríamos hoje o conhecimento para compreender qual seria a causa do diabetes e encontrarmos a cura através da insulina. Curiosamente, o experimento conduzido por Frederich Grant Banting e seu ajudante Charles Herbert Best, considerados hoje os elucidadores do mistério, sofreu severas críticas de seus colegas na época. Segundo Roberts (1922), seus experimentos foram “mal concebidos, mal conduzidos e mal interpretados”.

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