Semana vegana

  Este projeto visa promover a cultura vegana e a difusão de valores relacionados a ela, como justiça e a compaixão. TEXTO DA LEI PROJETO DE LEI Nº Institui a SEMANA VEGANA A CÂMARA MUNICIPAL DE ___________ DECRETA: Art. 1º Fica instituída no município de ________ a Semana Vegana, a ser comemorada anualmente na semana em que ocorrer o dia 1 de novembro (Dia Mundial Vegano). Parágrafo único. Entende-se por veganismo o modo de vida motivado por convicções éticas com base na igual consideração para com animais humanos e não humanos, visando abolir toda a forma de exploração ou abuso.…

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Matar não educa

Até ontem, caçador de elefantes. Hoje, caçador de caçador de elefantes. Uma virada. Mas sem qualquer aprimoramento moral. O velho que antes matava paquidermes, agora se arma e arma os mais jovens para matar humanos iguais ao que ele foi até ontem, com o “brilho da conversão” nos olhos, o mesmo brilho com o qual, certamente, antes matava elefantes? Não houve transformação moral alguma nessa virada. Para haver qualquer transformação moral é preciso enfrentar em si mesmo a compulsão antes dirigida para o alvo vítima. Sem a ahimsa, o princípio que ordena deter, em primeiro e absoluto lugar, a violência em si mesmo, em sua mente, em suas palavras e em suas ações, não há transformação moral digna de elogios.

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A dor nos pés da galinha

Estou escrevendo sobre o sofrimento das fêmeas de outras espécies, exploradas para consumo humano. Então, os pés-de-galinha, aos quais o título dessa coluna se refere, não são aquelas ruguinhas que se formam ao redor dos olhos quando sorrimos… ou quando, para ser franca e direta, simplesmente, envelhecemos um pouquinho mais. São os pés das galinhas, mesmo!

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O sono das galinhas

Na coluna anterior, “Omitir-se de praticar o mal não basta“, tratei não apenas da questão dos deveres negativos e positivos que nos tornam agentes morais responsáveis, mas também dos desdobramentos de nossas ações que envolvem tirar a vida dos animais para satisfação de algum interesse humano. Num cálculo arredondado, para dar uma noção preliminar do erro que cometemos ao matarmos galinhas, porcos e bois para produzir “carnes”, pudemos ver o quanto amputamos da vida desses animais, ao matá-los na sua infância.

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Dieta ética

A palavra grega para designar o modo de viver é diaita, da qual deriva nosso termo “dieta”. Nos tempos atuais, a palavra dieta tem sido usada de modo limitado, quase sinônimo de restrições ou irrestrições alimentares. Temos, por exemplo, quem segue a dieta onívora, isso querendo dizer que, ao se alimentar, o sujeito não se abstém de nenhum produto, seja de origem animal, seja vegetal. Se pensarmos como os gregos, onívoros são, simplesmente, consumidores despreocupados. Eles se alimentam de tudo o que lhes cair frente aos olhos, ou, melhor, à boca.

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Eutanásia

Derivada do grego euthanasia, temos a palavra portuguesa eutanásia, que significa a boa morte, a morte sem dor e sofrimento, concedida a um ser senciente, humano ou não humano, para que seja minimizada a agonia da passagem final.

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Morte animal

Em outros textos desta coluna defino animal como todo ser que ao nascer é cortado de sua fonte de suprimentos e para sobreviver precisa aprender a interagir no ambiente natural e social de modo a obter o alimento e os nutrientes necessários e específicos para seu organismo. O corte do suprimento torna o animal um ser vivo livre. O movimento e a expressão passam a ser, então, a forma pela qual o neonato obtém o que precisa. Ou ele se move e vai em busca do alimento, orientado pela imagem de seus progenitores, ou ele expressa o desconforto da fome e obtém de sua progenitora (no caso dos mamíferos) o leite que o sustentará em vida até poder coordenar a mastigação de matérias mais densas.

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Esse “outro” que sou: bonobo ou chimpanzé?

Isso impede que o cientista tenha acesso real às expressões que seriam próprias do animal caso vivesse numa área não delimitada e pudesse mover-se para prover-se sem as restrições que uma reserva impõe. Mas, nesse caso, a própria observação seria quase impossível, porque bonobos temem os humanos e não fazem contatos com eles, a menos que sejam para obter alimentos. Deixando de lado as considerações acima, importantes quando se discute o limite dos métodos ao qual a etologia conseguiu chegar ao observar animais fora das gaiolas e jaulas de laboratórios, circos e “santuários”,  o que vamos enfatizar é a questão da semelhança e da diferença entre as formas de interação de bonobos e de chimpanzés.

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“Vida” assassinada

Animais de outras espécies que não a humana nascem nas mesmas condições materiais humanas: para viver é preciso que tenham o cordão umbilical, que os liga à placenta da qual recebem os nutrientes durante a gestação, cortado. Sem o corte, essa ruptura que joga o bicho imediatamente na consciência da realidade, o mesmo que a consciência da falta de algo, não há possibilidade de se configurar um indivíduo, seja lá de que espécie animal for. Nesse sentido, ser trazido em gestação até o momento do nascimento é ser condenado à ruptura do canal pelo qual fluem os nutrientes do mundo exterior.

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Esquimós: especismo eletivo?

Ser ético em relação aos animais, ecossistemas e demais humanos, significa escolher meios de preservar a própria vida e realizar seu plano de modo razoável, sem que implique em tirar a vida, destruir o bem próprio ou aniquilar as condições do bem-estar específico de outros seres vivos.

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Moralidade legalista vs. ética – urubus na Bienal

Quando usamos o termo moral, remetemos à origem latina dele, mores, que quer dizer, simplesmente, costumes. Ao defendermos algo usando o argumento de que isso é moral, nada mais fazemos do que evocar um hábito arraigado na cultura da sociedade em questão. Nada mais do que isso. Não se faz qualquer referência a valores dignos de serem cultivados e preservados. Portanto, apelar para a moralidade de uma ação é o mesmo que dizer simplesmente que ela é válida porque toda gente ou quase toda, por longo tempo, a vem praticando.

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A ética e o urubu

Na forma tradicional de se pensar a ética, os animais não humanos não são considerados dignos de respeito, a menos que sirvam a algum propósito, interesse ou necessidade humana. Naquele modo de pensar, só são dignos de respeito os seres humanos, e a razão pela qual o são é o fato de serem dotados de razão. O cuidado ético destina-se somente àqueles que podem retribuir a ação boa com outra boa, ou ainda melhor. O fim para o qual a ética existe é apenas atender mais uma necessidade considerada genuinamente humana: dar e receber na mesma medida, a da justiça.

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Antropogenia … antropocentria

A ética busca congregar as ações humanas em torno a um princípio que não seja parcial, não fomente os interesses egoístas dos agentes morais e, acima de tudo, que possa ser compreendido e aceito como válido por qualquer indivíduo com as características de um sujeito moral agente: raciocínio inteligente, capacidade de ponderar sobre os interesses, necessidades e propósitos alheios, e disposição da vontade para agir de acordo com as conclusões a que chega. Na ética prática essas habilidades vêm sendo desenvolvidas com o propósito de não mais excluir outros seres vivos do âmbito do respeito desinteressado.

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