PAN pede urgência ao governo para acabar com pesca ilegal de cavalos-marinhos na Ria Formosa, Portugal

PAN pede urgência ao governo para acabar com pesca ilegal de cavalos-marinhos na Ria Formosa, Portugal

O PAN, Pessoas-Animais-Natureza, apresentou uma iniciativa legislativa que pretende que o Governo classifique os cavalos-marinhos como espécies protegidas e crie santuários na ria Formosa para a sua recuperação.

Segundo o PAN os cavalos marinhos encontram-se em risco de extinção em Portugal quer pela degradação e poluição do seu habitat, quer pela captura ilegal com a utilização de redes de arrasto, que pode estar associada a um esquema de tráfico em rede com o intuito de comercialização no mercado oriental.

Apesar da responsabilidade de fiscalização do Parque Natural da Ria Formosa caber ao Instituto da Conservação da Natureza e Florestas, o PAN refere em comunicado que existe uma cooperação com Autoridade Marítima Nacional no combate ao tráfico, no entanto, “as operações e detenções de redes e armadilhas têm-se revelado insuficientes na proteção das espécies e da zona protegida”. 

Segundo o biólogo Jorge Palma da Universidade do Algarve, os resultados dos censos solicitados pela Fundação Oceano Azul revelaram que a ria Formosa apenas alojava cerca de cem mil indivíduos de cavalos-marinhos em 2018, em contraste com os dois milhões de indivíduos que foram contabilizados em 2001, representando um decréscimo de 90% na população.

Perante este elevado risco identificado, o PAN  quer medidas concretas para a conservação das espécies de cavalos-marinhos, seja pela sua classificação como espécies protegidas como pela constituição de santuários com acesso restrito na ria Formosa, permitindo a recuperação da população local.

O PAN pretende ainda que o Governo avalie a condição ecológica dos habitats do Parque Natural da Ria Formosa, e pondere a limitação das atividades económicas e lúdicas com o sentido de reduzir a pressão antropogénica e que reforce as ações de fiscalização regulares no Parque Natural da Ria Formosa de forma a identificar focos de poluição, dissuadir a pesca ilegal e punir os infratores, assegurando o cumprimento da legislação em vigor.

Fonte: Algarve Primeiro / mantida a grafia lusitana original

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