Para proteger da enxurrada, moradores da zona oeste do Rio colocam animais no telhado das casas

Para proteger da enxurrada, moradores da zona oeste do Rio colocam animais no telhado das casas
Galinhas em telhado de casa na Zona Oeste do Rio de Janeiro

Em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, antes de sair de casa, moradores correram para salvar animais, eletrodomésticos e móveis da chuva. O temporal que atingiu a cidade nesta segunda e terça-feira (9) matou dez pessoas.

Vídeo: Moradores salvam galinhas e bodes no teto de casa após temporal.

O dono de um galinheiro, diante da inundação, precisou colocar todas as aves sobre um telhado. Ainda assim, mais de dez galinhas morreram por causa do temporal.

“Foi uma correria, morreram umas dez ou 15 galinhas. Os galinheiros todos saíram do lugar e aqui dentro foi perda total”, contou o dono dos animais.  

Dono de galinheiro na Zona Oeste do Rio conta que perdeu mais de dez galinhas com a chuva.

Os vizinhos do galinheiro, que criam bodes, também foram obrigados a colocar os animais no telhado.

Na mesma rua, o motorista de um caminhão abandonou o veículo por causa da água que entrou no motor.

Bodes também foram colocados no telhado de casa em Guaratiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. — Fotos: Diego Haidar/ TV Globo

Na Zona Sul, uma família busca por uma cadela que foi levada pela enxurrada durante o temporal. Os donos de Gaia fazem uma campanha nas redes sociais para encontrá-la.

Gaia desapareceu na Rua Sara Vilela, no Jardim Botânico. — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Jacarés

Quando chove e as lagoas alagam, os jacarés saem e buscam esconderijos. Moradores da Barra da Tijuca e de Santa Cruz, na Zona Oeste, contam que viram animais nas ruas.

“É preciso manter uma determinada distância para o animal. Em toda a região do Rio, quando a água sobe, os animais têm mais espaço para se distribuir dentro da cidade. Quando começa a secar, é que os achamos em lugares inadequados. A melhor coisa é chamar as autoridades, os bombeiros, e avisar que ele está naquele local e é um potencial risco às pessoas e para o animal, que pode sofrer alguma injúria”, contou o biólogo Ricardo Freitas.

Por Diego Haidar

Fonte: G1

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