‘Parecido com o que aconteceu em Santa Cruz do Arari’, diz membro da OAB sobre sumiço e morte de cães na UFPA

‘Parecido com o que aconteceu em Santa Cruz do Arari’, diz membro da OAB sobre sumiço e morte de cães na UFPA
Corpo de cão foi encontrado por voluntário no rio dentro da UFPA, próximo a ponte que fica entre os setores Básico e o Profissional. — Foto: Divulgação

A Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (Demapa), abriu um inquérito para investigar o desaparecimento de 13 cães que viviam dentro do campus da Universidade Federal do Pará (UFPA), em Belém. Três corpos de cachorros foram encontrados em sacos, boiando no rio que banha a instituição.

A Comissão de Defesa dos Direitos dos Animais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA), acompanha o caso e quer saber quem é o responsável pelo sumiço e morte dos cães.

“O que está se pedindo é que a Polícia Civil abra ampla investigação, inclusive imagens de câmeras, escute seguranças, porteiros, para tentar descobrir a pessoa que está matando os animais. Não sabemos se é aluno, funcionário. Essa pessoa tá se esquecendo que houve aumento de pena por maus-tratos”, afirma Cláudio Bordallo, presidente da Comissão da OAB-PA. 

De acordo com a Comissão da OAB, na UFPA há duas realidades envolvendo os animais, que são monitorados e ganham nomes dados pelos voluntários do projeto Peludinhos. Os cães idosos e os mais doentes vivem em um abrigo construído atrás do ginásio – com a autorização do antigo reitor – e existem os que vivem soltos em pequenas matilhas, que são os que estão desaparecidos. 

“Algo parecido com o que aconteceu em Santa Cruz do Arari”, diz ainda Cláudio Bordalo, fazendo uma comparação com o caso em que o prefeito da referida cidade da ilha do Marajó mandou caçar e matar os cachorros de rua.

Cadela Loura foi a última que desapareceu, no final de outubro. Ela vivia há anos em frente do abrigo. — Foto: Divulgação

Um voluntário do projeto, que percorre o campus para distribuir ração aos animais, encontrou um dos corpos, no último dia 24 de outubro. Outra voluntária do Peludinhos registrou um Boletim de Ocorrência sobre o caso, que gerou a investigação.

“Começaram a sentir falta de 3 meses pra cá e coincidiu com a aparição dos animais no rio. São 13 desaparecidos, sendo que três apareceram boiando no rio Guamá. Os corpos estavam em decomposição, mas provavelmente são os desaparecidos”, informou ainda Bordalo.

Em nota, a Polícia Civil informou que um inquérito foi instaurado para apurar o caso por meio da Divisão Especializada em Meio Ambiente e Proteção Animal (DEMAPA). Testemunhas da associação dos Peludinhos já estão sendo ouvidas e diligências estão sendo realizadas.

A UFPA informou em nota que o serviço de vigilância não recebeu denúncia ou registro de ocorrência de maus-tratos de animais no campus e que as câmeras disponíveis também não registraram qualquer ocorrência.

Fonte: G1

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