Passageiro tenta embarcar nos EUA com quatro macacos mumificados em bagagem

Passageiro tenta embarcar nos EUA com quatro macacos mumificados em bagagem
Os macacos mumificados que estavam na bagagem - Customs and Border Protection

Durante um dia movimentado no Aeroporto Internacional Logan, em Boston, um cão da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos causou um alvoroço ao farejar algo incomum na bagagem de um passageiro que voltava da África.

Na última sexta-feira, 9, a agência deu mais detalhes sobre o episódio que ocorreu há exatamente um mês. Na ocasião, um passageiro tentava embarcar no país com quatro macacos mumificados.

Os animais, que estavam “falecidos e desidratados”, conforme disseram as autoridades, estavam sendo transportados ilegalmente por um passageiro que regressava de uma visita à República Democrática do Congo. O sujeito havia informado que sua bagagem continha apenas peixe seco, disse o The Guardian.

No entanto, durante uma triagem preliminar que passou por uma equipe do K9, o cão chamado Buddy notou algo diferente. Assim, os agentes questionaram o passageiro que estava no voo que fez escala em Paris.

Em um primeiro momento, o homem, que não teve sua identidade revelada, manteve sua versão. Apesar de uma radiografia de bagagens mostrar apenas os peixes, a equipe do aeroporto insistiu em uma vistoria mais aprofundada da mala. Foi então que os macacos mumificados foram encontrados.

Material proibido

Nos Estados Unidos, a chamada ‘carne de caça’ — nome dado a carne crua ou minimamente processada de animais selvagens de certos locais do mundo, como a África — é proibida pelo risco da transmissão de doenças.

“Os perigos potenciais representados pelo transporte de carne de caça para os Estados Unidos são reais”, disse Julio Caravia, diretor portuário local de Alfândega e Proteção de Fronteiras.

A carne de caça pode transportar germes que podem causar doenças, incluindo o vírus Ebola”, explicou.

O passageiro não enfrentou nenhuma acusação, mas sua bagagem foi direcionada ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que recomendou que os cerca de quatro quilos de carne de caça fossem destruídos.

Por Fábio Previdelli

Fonte: AH

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.