Pedem para abolir uma festa na qual se arranca a cabeça de vários gansos

Pedem para abolir uma festa na qual se arranca a cabeça de vários gansos

Se trata do festejo “Correr los gansos” que ocorre cada 25 de julho na localidade toledana de Carpio de Tajo contra a qual se iniciou um levantamento de assinaturas. “Esta monstruosa prática se realiza com o patrocínio do município e com o beneplácito da Igreja que deveria ser a primeira a liderar o fim desta festa de sangue e morte”, disse a promotora da campanha.

Por Carmen Bachiller / Tradução de Nelson Paim

Na localidade toledana de Carpio de Tajo querem conseguir a abolição do “ritual” conhecido como “correr los gansos”, tradição medieval que tem lugar todos os anos na localidade toledana de Carpio de Tajo, a cada 25 de julho “em honra” do apóstolo São Tiago. A promotora da iniciativa é Carmem Córdoba que explica que durante este dia se colocam dois mastros no centro da praça a uma distância de seis metros e se unem por uma corda grossa. Então, se prende ali uma série de gansos (“atualmente se orgulham de serem previamente sacrificados por um veterinário, mas em tempos não muito remotos eram levantados e decapitados vivos”, disse a promotora do recolhimento de assinaturas) para que ginetes a cavalo lhes arranquem a cabeça. “O vencedor é aquele que mais cabeças consegue arrancar. E as fará servir de troféu para suas mulheres, irmãs e mães”, explica.

Córdoba denuncia que a festa “transcorre com a calada cumplicidade dos padres entre orações e procissões místicas”. Não é a igreja de Cristo a encarregada de purificar e salvar as almas. Se pergunta para comentar que “não o será, se permite o assassinato de animais indefesos para a diversão de uma multidão selvagem”. Sustenta que, “ainda é mais triste que estas práticas sejam presenciadas por crianças, que irão crescer aceitando que os animais devem ser motivo de festejos violentos, ofuscando assim o respeito com os mesmos, estejam mortos ou vivos”. E acredita que se viola o artigo 10 da declaração dos direitos das crianças de 1959, que busca “o direito a ser criado com um espirito de compreensão, tolerância, amizade entre os povos e a irmandade universal”.  

“Tem que deixar de fora a infância da participação e visão de atos e espetáculos que suponham sofrimento e maltrato dos animais como forma de conseguir uma futura sociedade mais pacífica e com maior empatia frente ao sofrimento, que rechace qualquer forma de violência seja qual seja a vítima”.

Os gansos estão pendurados pelas patas e, reitera, “apesar de estarem mortos suas cabeças são brutalmente arrancadas”, pelo o que pede a “abolição absoluta deste espetáculo bárbaro para poder ver aos animais de outra maneira, tal e como projeta a evolução e a consciência desta época em que vivemos, onde a ciência nos levou a suficientes informações que nos alertam que estas práticas são inadmissíveis “.

Carta ao prefeito e ao presidente da Câmara

O manifesto continua lembrando que “a sensibilidade de todos que vivemos neste país é muito diferente do paradigma desta prática absurda, violenta e apoiada na tradição que cultuamos”, em sua carta que se dirige ao prefeito da localidade, Gérman Jiménez Marcos bem como para o presidente da Junta de Comunidades de Castilla-La Mancha,  Emiliano García-Page, ambos do Partido Socialista.

“Ambos abem que a cultura deve sustentar-se em atividades construtivas e que impliquem crescimento pessoal baseado no desenvolvimento e no respeito frente a vida de qualquer ser vivo. Lhes peço que façam tudo o que estiver em suas mãos para acabar este arcaico e desumano festejo”, disse a promotora da campanha. Enquanto isto, deste o município de El Carpio em Tajo sinalizam que o prefeito não fará comentários acerca da petição.

Fonte: EL Diario

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