Peixe-boi ‘Astro’, que já foi vítima de 13 atropelamentos, se aproxima do litoral aracajuano

Peixe-boi ‘Astro’, que já foi vítima de 13 atropelamentos, se aproxima do litoral aracajuano
Peixe-boi Astro — Foto: FMA

Banhistas e condutores de embarcações que estiverem no Rio Vaza Barris, próximo ao litoral de Aracaju, podem ter a surpresa de encontrar o peixe-boi marinho ‘Astro’, que se deslocou do Rio Real, na divisa entre Mangue Seco (BA) e Praia do Saco (SE).

O alerta foi emitido pela equipe do ‘Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho’, da Fundação Mamíferos Aquáticos (FMA). O pedido é de mais atenção, principalmente dos condutores das embarcações motorizadas para reduzirem a velocidade da navegação e até desligar o motor, quando estiver em uma distância inferior a 10 metros do animal.

Por chamar muita a atenção dos banhistas e turistas, a recomendação é que não ofereçam comida, bebida ou toquem no animal, para não prejudicar a saúde e a readaptação do peixe-boi marinho ao ambiente natural.

“É importante destacar que a presença deste animal nesta região é de grande relevância, pois trata-se da reocupação de uma antiga área de ocorrência histórica e constitui a distribuição mais ao sul da espécie”, lembra o pesquisador e médico veterinário, prof. Dr. João Carlos Gomes Borges, coordenador do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho.

Acidentes

Os ambientalistas lembram que o animal, que é monitorado com uso de tecnologia satelital, já foi vítima de no mínimo 13 atropelamentos por embarcações motorizadas, que ocasionaram sérios ferimentos, com risco de vida.

No caso do animal se encontrar em situação de perigo, a FMA recomenda que os profissionais do Projeto Viva o Peixe-Boi Marinho sejam acionados através dos números (83) 99961-1338/ (83) 99961- 1352 (whatsapp) e (79) 99130-0016.

Tratamento com o peixe-boi Astro — Foto: FMA
Tratamento com o peixe-boi Astro — Foto: FMA

O peixe-boi

‘Astro’ foi o primeiro animal da espécie a ser reintroduzido no país. No ano de 1991, ele foi encontrado ainda filhote encalhado na praia de Aracati, no estado do Ceará, sendo em seguida encaminhado para o Centro Mamíferos Aquáticos/ICMBio, em Itamaracá, onde recebeu atendimento adequado e permaneceu por três anos em processo de reabilitação.

Em 1994, foi transferido para um cativeiro construído em ambiente natural, em Paripueira (AL), e, após readaptado às condições ambientais, foi solto nesta mesma região. Por volta do ano de 1998, ‘Astro’ se deslocou para o litoral de Sergipe e, desde então, vem utilizando a área compreendida entre o rio Vaza-Barris (SE), o complexo estuarino rio Real até Mangue Seco, no litoral da Bahia.

Fonte: G1

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.