Pela primeira vez, os sem abrigo puderam também proteger seus animais do frio em Lisboa, Portugal

Pela primeira vez, os sem abrigo puderam também proteger seus animais do frio em Lisboa, Portugal

Este ano, pela primeira vez, o centro instalado do Casal Vistoso, na freguesia de Areeiro, esteve também preparado para receber animais. “Verificámos que há cada vez mais população sem abrigo com animais de estimação”, disse o vereador.

Foram instalados dois blocos para acolher animais de estimação, aos quais foi também fornecida alimentação e cuidados veterinários, se necessário. Seis cães foram os estreantes destas instalações.

Estas medidas foram ativadas no âmbito do Plano de Contingência para a Vaga de Frio, lançado pela Câmara Municipal de Lisboa para fazer face às baixas temperaturas que assolaram o país e a cidade esta semana. O plano envolveu a ativação de um centro de acolhimento no pavilhão desportivo do Casal Vistoso, onde foram fornecidas refeições, quentes e agasalhos. Foi também oferecida a possibilidade de tomar um banho quente e de pernoitar num alojamento.

Ao longo das últimas quatro noites foram atendidas 279 pessoas e distribuídas 655 refeições quentes, segundo o mesmo responsável.

Na sequência de um apelo feito à população, foram recebidas 837 peças de roupa doada, o que possibilitou aumentar significativamente a oferta disponível em armazém e permitiu a distribuição de um total de 910 peças: “Foi muito importante, só tínhamos stock para dois dias”.

O Plano de Contingência foi hoje levantado, atendendo à previsão de subida das temperaturas mínimas. “Já não se justifica mantermos o alerta laranja e voltamos ao amarelo”, afirmou o vereador da Proteção Civil, Carlos Castro, especificando que este procedimento significa “um cuidado acrescido” das equipas que trabalham na rua com a população sem abrigo.

Em declarações à Lusa, o vereador com o pelouro dos Direitos Sociais, João Afonso, estimou em cerca de 400 pessoas a população de Lisboa que vive na rua, com base num trabalho realizado nos últimos dois meses do ano.

Há ainda a acrescentar, outras pessoas que foi possível instalar em alojamentos, mas em situação de rua, registou-se uma diminuição, face aos 600 a 800 cidadãos identificados há dois anos, notou o autarca.

Relativamente ao acolhimento prestado nos últimos dias no Casal Vistoso, o vereador considerou que o plano funcionou em termos de resposta. “Quem chegou foi atendido socialmente e vamos ainda distribuir roupa na próxima semana”.

Fonte: Sapo 24 / mantida a grafia lusitana original