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Pelo Facebook, dona de casa arrecada dinheiro e castra cem gatos em MG

Por Rayder Bragon

MG juizdefora katia franco gatosUma moradora da cidade de Juiz de Fora (278 km de Belo Horizonte) criou e mantém um grupo no Facebook voltado para a castração de gatos, por meio de doação de dinheiro feita pelos membros, e que tem o objetivo final de diminuir a proliferação da população felina na localidade e o consequente abandono dos animais.

A dona de casa Kátia Franco, 49, inaugurou o grupo intitulado “Castração como um ato de amor” em fevereiro deste ano e estima ter feito o procedimento em mais de cem felinos.

Ela conta que o objetivo é proporcionar a intervenção em animais cujo dono não tem condição para pagar pela castração ou precisa de um desconto. A ideia surgiu após constatação que ela disse ter feito da pouca oferta pública de castração para gatos.

“Tem muitas crias [filhotes] que são jogadas nas ruas e são atropeladas por carros. Passam fome e frio e ficam doentes. Alguns abandonam as ninhadas em caixas, sacolas e sacos de lixo. Com a castração, muitos desses casos são evitados”, disse Franco.

Por meio de parcerias firmadas com clínicas veterinárias da localidade mineira, a idealizadora do grupo afirmou que consegue abatimento no pagamento do procedimento.

“Em média, a castração custa de R$ 280 a R$ 320. Muitos veterinários fizeram parceria comigo e cobram entre R$ 60, R$70 até R$ 100”, declarou.

Franco disse que busca com seu carro o animal na casa do proprietário quando a pessoa não tem condição de levá-lo à clínica nem pagar pela castração, e devolve o bicho após a intervenção. Ela também disse existir a modalidade na qual o dono leva o gato por conta própria e se vale da parceria firmada pelo grupo para obter o desconto.

A arrecadação varia a cada mês. No entanto, ela afirmou que a média de castrações gira em torno de 25 animais por mês, fora os que são submetidos ao processo diretamente nas clínicas levados pelos tutores que utilizam o desconto ofertado ao grupo. Essa parcela, conforme Franco, não entra na contabilidade.

A fundadora disse prestar contas, no fim de cada mês, do dinheiro doado pelos membros na página do grupo. Atualmente, ele conta com quase 550 membros. No entanto, segundo a criadora dele, aproximadamente cem pessoas são ativas nas doações. A protetora disse ainda ter o sonho de construir um local específico para o acolhimento dos animais.

Gatos no apartamento e depressão

Franco também recolhe gatos abandonados e os instala em seu apartamento. Ela disse cuidar dos animais até que estejam preparados para serem adotados. Ela disse ter, no momento 27 gatos, entre filhotes e adultos, dentro do imóvel.

“A minha família, em um primeiro momento, estranhou a minha atitude, mas depois todos aderiram ao movimento’, relatou”. Franco revelou que apego desenvolvido aos gatos a ajudou na superação de quadro de depressão.

“Sem eles, não sei como eu estaria hoje em dia”. Eles são apaixonantes e não tem como não se apaixonar. Nunca tinha tido gatos. Eles têm o tempo deles, são diferentes, mas são muito carinhosos’, declarou. Os felinos têm a companhia, no apartamento, de uma calopsita e uma cadela.

Fonte: UOL

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