Pelo menos 87 abutres em extinção envenenados por caçadores furtivos em Moçambique

Pelo menos 87 abutres, de espécies em risco de extinção, morreram depois de ingerirem veneno que se encontrava no cadáver de um elefante, vítima de caça furtiva, em Moçambique, de acordo com a organização não-governamental Endangered Wildlife Trust (EWT).

Segundo esta organização conservacionista, morreram 80 abutres da espécie corso branco e sete abutres-de-capuz, na reserva natural Incomati, no sul de Moçambique.

A organização advertiu ainda para a possibilidade de haver mais animais envenenados que possam ser encontrados nas próximas 48 horas e que 17 abutres envenenados melhoraram após o tratamento.

Alguns destes animais encontravam-se mutilados, o que pode significar que foram utilizados em atos de medicina tradicional africana.

O suspeito já foi detido e encontra-se sob custódia. Os dentes de marfim arrancados ao elefante morto, bem como a substância tóxica utilizada para envenenar os abutres foram confiscados.

É relativamente comum os caçadores furtivos, nesta região, envenenarem os abutres que sobrevoam por cima dos cadáveres de animais como rinocerontes e elefantes, de forma a não serem localização pelas autoridades locais.

Segundo a EWT, o envenenamento de abutres é a principal ameaça para a espécie. Nos últimos 30 anos, este crime contribuiu, em alguns casos, para a diminuição de cerca de 80% de algumas espécies de abutres africanas.

Fonte: DN / mantida a grafia lusitana original

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