Perícia confirma que onça foi morta a tiro e PMA amplia fiscalização no Pantanal

Perícia confirma que onça foi morta a tiro e PMA amplia fiscalização no Pantanal
Carcaça foi encontrada por equipe do IHP na quinta-feira, na Serra do Amolar (Foto /Divulgação)

A avaliação da carcaça da onça encontrada na Serra do Amolar, em Corumbá, atestou que o animal apresentava ferimento a bala, de arma calibre 22. A partir de amanhã, equipe da PMA (Polícia Militar Ambiental) começa policiamento fixo na região, fazendo trabalho repressivo, até para evitar que o mesmo aconteça com a onça macho Joujou.

A carcaça foi encontrada na quinta-feira (29) e, no dia seguinte, equipe da PMA, em apoio à PF (Polícia Federal) foi até o local, na RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Penha, onde o animal foi encontrado para auxiliar na apuração do caso.

O comandante da PMA em MS, tenente-coronel José Carlos Rodrigues, disse que foi encontrado projétil de arma calibre 22 no corpo do animal, próximo do coração. Por orientação do ICMBio, a carcaça foi enterrada na área, não executando a ideia inicial, de transportar o animal para perícia em Corumbá.

Fêmea adulta poderia estar acompanhada de Joujou (Foto /Divulgação: IHP)

Porém, segundo Rodrigues, os indícios já mostraram que o animal foi ferido, provavelmente, por morador da região, por ter sido usada arma de menor valor aquisitivo.

De forma preventiva, equipe de 5 policiais será enviada a RPPN Penha a partir de manhã, ficando na área por cerca de 10 dias, em revezamento com outra equipe. A estratégia foi acordada em reunião com o IHP (Instituto Homem Pantaneiro), órgão gestor da área na Serra do Amolar.

Rodrigues diz que a intenção é que os policiais façam policiamento ostensivo e preventivo, para evitar que a ação se repita e que outro animal monitorado seja caçado: a onça macho Joujou, que havia sido resgatada no ano passado, vítima das queimadas, e reintroduzido à natureza com colar de rastreamento.

O comandante disse que provavelmente a onça fêmea estava acompanhada de Joujou. A equipe do IHP temia que ela também estivesse ferida, pois os sinais do colar de monitoramento haviam desaparecido por três dias.

No dia seguinte, a onça foi rastreada do outro lado rio e distante de onde a carcaça foi encontrada. O presidente do IHP, coronel Ângelo Rabelo, disse que, embora tudo indique que Joujou está bem,  a equipe busca contato visual para verificar se ela não apresenta qualquer ferimento.

Em nota, a PF afirmou que investiga a suspeita de crime ambiental na Serra do Amolar. Diligência foi realizada no último dia 30, na região da Comunidade da Barra de São Lourenço, onde a onça foi encontra morta.

“O intuito da viagem foi realizar perícia sobre o corpo do animal e recolher informações para a investigação, que está em andamento”.

A equipe que se deslocou até a localidade foi formada por quatro policiais, além de um Perito Criminal Federal de Brasília.

Por Silvia Frias 

Fonte: Campo Grande News

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