Peritos ‘matam’ rinocerontes, leões e girafas para identificar e prender caçadores de animais selvagens

Peritos ‘matam’ rinocerontes, leões e girafas para identificar e prender caçadores de animais selvagens
Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023

Calma, é tudo falso! Menos as técnicas de investigação usadas nesta cena de crime. Especialistas em medicina forense da África do Sul criam cenários com animais selvagens cruelmente assassinados para treinar alunos a identificar, localizar e levar à Justiça caçadores que cometem atrocidades contra os bichos.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Nesta imagem, os peritos da Academia Forense de Vida Selvagem da Cidade do Cabo simulam um leão caçado com detalhes.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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A encenação é tão realista que mostra o animal selvagem com uma pata decepada.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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As girafas, mamíferos gigantescos que habitam as savanas do continente africano, também foram representadas nas cenas de crime. O centro pioneiro na África do Sul uniu esforços para erradicar o crime contra a vida selvagem, aplicando conhecimento forense e técnicas investigativas para ajudar guardas florestais e oficiais a resolver casos e levar caçadores à Justiça.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Agora, os alunos aprendem a identificar vestígios dos criminosos perto do corpo de um rinoceronte.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Como esse tipo de crime raramente, ou nunca, tem testemunhas, as técnicas de investigação forense podem ser cruciais para responsabilizar os perpetradores, diz o CEO da Academia Forense de Vida Vida Selvagem (Wildlife Forensics Academy, em inglês), Andros Vos, à EFE.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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“Em uma cena de crime humano, você tem depoimentos de testemunhas, mas em crimes contra a vida selvagem você nunca os tem”, explica o especialista.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Outro problema é que os primeiros a responder a crimes contra a vida selvagem — ou seja, guardas florestais, policiais e veterinários — não são treinados para proteger uma cena de crime na natureza para posterior análise forense.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Estudantes holandeses preparam suas roupas especiais antes de processar uma cena de crime falsa de rinoceronte, leão e girafa caçados, em simulação, durante o treinamento.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
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Os alunos da academia de análise forense localizam itens que podem incriminar os suspeitos, além de registrar tudo em fotografias.

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Imagem mostra uma cápsula em uma cena de crime falsa contra um rinoceronte caçado.

Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023
Kim Ludbrook/EFE/EPA – 27.03.2023

Depois de localizar os vestígios, que se transformam em provas, os alunos são levados para tribunais montados especificamente para apresentar as evidências de crime.

Fonte: R7