Pescadores arrancam barbatanas e jogam tubarões ainda vivos e sangrando no mar; petição

Pescadores arrancam barbatanas e jogam tubarões ainda vivos e sangrando no mar; petição
Foto: wildestanimal

A hospitalidade do sul dos EUA é conhecida – chás doces, hushpuppies (bolinhos de farinha de milho) e abraços. Por outro lado, se você for um tubarão nadando pelos mares perto da Flórida, Louisiania ou Geórgia, nos EUA, você pode não ser tão bem recebido. É mais provável que você acabe sendo vítima de um pescador buscando lucro com a venda de suas barbatanas. Nos últimos anos temos visto o retorno do comércio de barbatanas de tubarão nos Estados Unidos e isso foi descoberto por causa do grande volume de barbatanas enviados para Hong Kong através dos portos da Savannah, na Geórgia.

Nesse comércio cruel, os tubarões são capturados e retirados do oceano enquanto ainda estão lutando para respirar no deck do navio. Suas barbatanas são cortadas, em seguida os animais ainda vivos são jogados de volta à água para sangrarem até morrer. As barbatanas então são vendidas para restaurantes na Ásia, para serem usadas na preparação da sopa de barbatanas, uma iguaria muito apreciada por lá.

Os Estados Unidos baniram a prática da remoção de barbatanas de tubarão em 2000 com a Lei de Proibição do Comércio de Barbatanas de Tubarão, mas algumas brechas na lei acabam deixando esses animais vulneráveis. Na tentativa de aumentar a proteção legal para os tubarões, foi aprovada em 2010 nos EUA a Lei de Preservação dos Tubarões e, assim, cada estado começou a criar proibições para a venda e comércio das barbatanas. Apesar de essas leis terem gerado um bom resultado na redução da venda ilegal de barbatanas de tubarão em geral, o comércio em Savannah ainda não foi banido e, infelizmente, só está crescendo.

Em 2013, o comércio de barbatanas de tubarão foi praticamente extinto na região, mas em 2015 foi estimado que mais de 11 mil quilos de barbatanas foram enviados para Hong Kong – o que corresponde a 1,2 milhões de dólares. De acordo com o site de notícias Savannah Now, no último ano os números também foram impressionantes; por volta de 8 mil quilos de barbatanas foram enviados para Hong Kong no começo de novembro. Não existe pesca comercial de tubarões em Savannah, mas os especialistas acreditam que as barbatanas estejam vindo da Louisiana e Flórida. Atualmente os Estados Unidos correspondem a cerca de três por cento do fornecimento global de barbatanas de tubarões, e isso precisa parar.

A remoção das barbatanas, além de extremamente cruel, ameaça o ecossistema marinho. Tubarões são predadores alfa e, como tal, desempenham um papel fundamental na manutenção da fauna e flora marinhas. Eles mantêm a população de peixes pequenos sobre controle. Sem os tubarões, esses pequenos peixes comeriam toda a vegetação do fundo do mar fazendo o ecossistema entrar em colapso, isso poderia impedir a capacidade do oceano de atenuar os efeitos das mudanças climáticas. Nós precisamos que os oceanos sobrevivam, mas o apetite por sopa de barbatanas tem levado esses protetores do oceano à beira da extinção. Cerca de 73 milhões de tubarões são mortos por suas barbatanas a cada ano e um número ainda maior morre devido às práticas imprudentes durante a sua pesca.

Existem maneiras de lutarmos contra o comércio de barbatanas e ajudar a salvar os tubarões da extinção. O grupo de defesa animal Oceana está defendendo uma Lei para Eliminação do Comércio de Barbatanas, que começaria uma iniciativa global para proteger os tubarões e colocaria um fim nesse comércio. Você também pode proteger os tubarões tirando o peixe do seu prato. Frequentemente tubarões ficam presos em redes de pesca e se tornam vítimas de danos colaterais.

Para se juntar às outras pessoas preocupadas com essa causa, assine esta petição.

Por Sean McCarthy / Tradução de Daniela Costa de Lima

Fonte: One Green Planet


Nota do Olhar Animal: Independente do seu “papel no ecossistema”, os tubarões precisam ser protegidos por conta dos danos causados a cada indivíduo. São animais sensíveis e conscientes sobre o que lhes acontece tanto quanto um mamífero.

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