Pesquisa revela insegurança no transporte de cachorros

Pesquisa revela insegurança no transporte de cachorros

A Volvo, fabricante sueca que se tornou conhecida por investir em segurança, publicou, na última sexta-feira (23), uma pesquisa com tutores de animais de estimação nos Estados Unidos. A análise revelou que embora a preocupação dos tutores com o transporte de cachorros seja relevante, 97% dos humanos mantêm práticas inseguras durante os trajetos.

O questionário virtual envolveu 2.000 pessoas que vivem nos EUA, 1.324 dos quais são tutores de animais de estimação. O foco foi a segurança no transporte de animais em carros, e a maioria dos participantes foi classificada como parte da geração dos millennials, o que significa pessoas nascidas entre o início da década de 1980 e a metade da década de 1990. Entre outros, a pesquisa da Volvo concluiu o seguinte:

38% dos millennials participantes declararam que não viajariam sem seus animais de estimação
49% dos millennials não viajariam sem seus cachorros
94% disseram que se sentem protetores com relação aos bichinhos
26% acredita que os carros são seguros para seus cachorros
31% declara se sentir culpado por ter que levar os cachorros em seus carros
84% acha que a questão da segurança veicular para animais não é levada a sério
38% dos millennials se preocupam na hora de andar de carro com seus cachorros
24% prefeririam deixar o cachorro em casa por acharem que o carro não é seguro para eles
97% acabam, de uma forma ou de outra, andando com animais de estimação no veículo, mas de forma insegura

Reconhecendo as próprias práticas como inseguras, os tutores de animais de estimação revelaram que, apesar de preocupados, não tomam muitas medidas para proteger os bichinhos:

41% deixa seus cachorros andarem no banco da frente
23% prendem os cachorros de alguma forma
48% não possuem dispositivos de segurança veicular para animais que foram testados
28% adquiriram gaiolas ou cintas que se encaixam no cinto de segurança
11% utilizam cadeirinhas para o transporte de animais
5% afirmam que seus veículos oferecem recursos de fábrica para o transporte de animais

No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não fornece recomendações com relação à forma mais segura de se transportar animais dentro de carros. A lei coloca apenas duas proibições com relação à prática. No artigo 235, a lei prevê infração de natureza grave para quem “conduzir pessoas, animais ou carga nas partes externas do veículo, salvo nos casos devidamente autorizados”.

Já o segundo parágrafo do artigo 252 traz algumas diretrizes para quem “dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou volume à sua esquerda ou entre os braços e pernas”.

Entretanto, um animal carregado solto dentro da cabine pode colocar a todos em risco. É possível, por exemplo, que o animal, quando for pequeno, entre debaixo dos pedais, impossibilitando o acionamento do freio. De forma geral, o transporte de cachorros e outros bichinhos de estimação pode atrapalhar manobras, dificultando os movimentos do motorista ou bloqueando sua visão repentinamente.

Ainda outro perigo é o do animal transportado solto no banco traseiro. Se o veículo estiver em velocidades mais altas e sofrer uma colisão frontal, o bichinho será lançado como um projétil, se machucando e podendo até mesmo matar os ocupantes da dianteira.

Entre as opções para evitar estes perigos, animais podem ser transportados dentro de casinhas ou gaiolas, presas pelos cintos de segurança; com um cinto de segurança peitoral específico para cachorros; em cadeirinhas especiais, como as de crianças; ou, ainda, em porta-malas cercados por grades para evitar que o animal, neste caso, de maior porte, seja lançado em caso de uma colisão.

Fonte: Auto Papo

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