PETA pede que vacas retidas após sismo na Nova Zelândia sejam poupadas à morte

PETA pede que vacas retidas após sismo na Nova Zelândia sejam poupadas à morte
PETA pede que vacas retidas após sismo na Nova Zelândia sejam poupadas à morte (Foto: Reprodução Internet)

A delegação australiana do grupo de defesa de direitos dos animais PETA está a apelar às autoridades para as vacas que ficaram retidas num “ilha”, que se formou após o sismo na Nova Zelândia, sejam salvas da cadeia de consumo e levadas para um santuário. Os animais já foram resgatados, mas a PETA defende que sejam poupadas ao sofrimento e morte.
As imagens dos animais encurralados foram registadas pelo serviço de notícias Newshub, a partir de um helicóptero que sobrevoava a zona afetada pelo terremoto.

O vídeo, que se tornou viral, mostrava duas vacas e um bezerro quase estáticos, num pequeno pedaço de terra que resistiu ao abalo que fez desabar toda a zona circundante.

Os agricultores da região conseguiram organizar-se e levar os animais para lugar seguro.

“Eles precisavam desesperadamente de água. Esta foi a primeira necessidade. Além disso, creio que uma delas tinha perdido um bezerro durante o sismo pelo que apresentava sinais de stresse”, explicou ao Newshub Derrick Millton, um dos agricultores que participou na operação de resgate dos animais.

“Agora que elas estão de regresso, o seu futuro está ameaçado”, disse ao Newshub o diretor da PETA Austrália, Ashley Fruno.

“Seja para o consumo de leite ou de carne, no final, tal como as outras vacas, serão amontoadas em camiões e levadas para matadouros onde as suas gargantas serão cortadas, para depois serem esfoladas e retiradas as suas entranhas”, referiu Fruno.

Um sismo de magnitude 7.5 foi registado na madrugada de segunda-feira na Nova Zelândia. O epicentro do terramoto ocorreu a pouca profundidade, a cerca de 90 quilômetros de Christchurch, na Ilha do Sul, e causou dois mortos.

Os deslizamentos de terra provocados pelo sismo atingiram as estradas e as vias de caminho-de-ferro que estabelecem a ligação com a cidade de Kaikoura, onde centenas de pessoas se refugiaram em abrigos.

Esta localidade de 2.000 habitantes, situada a cerca de 90 quilômetros a norte de Christchurch, recebe muitos turistas, a maioria dos quais estrangeiros, que aí se deslocam para observar as baleias. SIC Notícias.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.