Petição pede fim dos torneios de caça aos coiotes em Nevada (EUA)

Petição pede fim dos torneios de caça aos coiotes em Nevada (EUA)

Tradução de Vânia Mardegan

eua coiotes1

Defensores da vida selvagem do norte de Nevada (EUA) estão dirigindo petições à comissão responsável do estado para que mudanças na legislação proíbam os torneios de caça aos coiotes.

O estado da Califórnia foi o primeiro a proibir a entrega de dinheiro ou de outros prêmios pela morte de coiotes depois que a comissão estadual decidiu pela interrupção da prática em dezembro. Legisladores do estado do Novo México têm discutido uma proposta similar.

Comissários do Conselho da vida selvagem de Nevada se reunirão em 20 de março para discutir o assunto em Reno.

Os caçadores alegam tratar-se de um esporte protegido por lei que ajuda a controlar a população crescente de coiotes que ameaça o gado, animais de estimação e até pessoas, em alguns casos. Alguns dos campeonatos promovidos no oeste americano matam apenas algumas dúzias de coiotes, enquanto outros são capazes de matar centenas.

Don Molde, que ajudou na organização da petição Nevada pela Gestão Responsável da Vida Selvagem (Nevadans for Responsible Wildlife Management,) afirmou que os campeonatos são um ultraje.

“Trata-se de assassinato intencional de vida selvagem apenas por diversão”, ele declarou ao Reno Gazette Journal.

Don Molde e Fred Voltz, da cidade de Carson, criaram a petição após um campeonato ter sido promovido no norte de Reno em dezembro.

Coiotes podem ser caçados sem licença em Nevada, sem limite para o número de animais que podem ser mortos.

Os críticos se opõem especialmente aos “campeonatos de chamada aos coiotes” nos quais os animais são atraídos por dispositivos que imitam seus próprios uivos e latidos ou os sons de presas como coelhos ou roedores. Os prêmios são baseados no número de animais mortos.

Durante o campeonato mundial de chamada aos coiotes de 2013 em Elko, 110 duplas de caçadores mataram mais de 300 coiotes. No evento do último mês de dezembro em Reno’s North Valley, caçadores mataram apenas 10 animais.

Jason Schroeder, um mecânico de equipamentos pesados que organizou o evento, disse que os críticos têm “direito à sua opinião”.

“E nós temos direito à nossa”, disse ele ao jornal. “A lei diz que é permitido caçar coiotes em áreas públicas e é o que temos feito”.

Camille Fox, diretora executiva do Projeto Coiote (Project Coyote), ajudou a organizar a petição direcionada à Comissão de Pesca e Caça da Califórnia (California Fish and Game Commission) que levou à proibição da atividade no local.

A lei californiana ainda permite aos caçadores atirar na quantidade de predadores que desejarem ao longo do ano, mas proíbe a distribuição de prêmios.

“Assim como rinhas de cães e galos, campeonatos de matança consistem em uma tradição arcaica que definitivamente deveria ser deixada para os livros de História”, de acordo com Camille. Ela afirma que alternativas não letais são comprovadamente mais efetivas na proteção do gado e de outros animais dos coiotes, incluindo a melhoria de cercas e o uso de cães de guarda.

Rick Gipson de Boise, Idaho, que atirou em seu primeiro coiote aos 6 anos de idade, espera que ocorram campanhas visando proibições similares em outros estados mas duvida que terão sucesso. Ele participou de vários campeonatos ao longo dos anos, incluindo 3 torneios mundiais como o de Elko em 2013.

“Temos feito isso por décadas e não estamos nem próximos de reduzir nosso ritmo”, diz Rick. “Os torneios simplesmente devem continuar acontecendo”.

Fonte: Standard Examiner 

Nota do Olhar Animal: A matéria não indica links para petições, sequer esclarece se são petições virtuais.

Os comentários abaixo não expressam a opinião da ONG Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.