Pinguins debilitados recebem tratamento em Florianópolis, SC

Pinguins debilitados recebem tratamento em Florianópolis, SC

Jovens na primeira migração da Patagônia vêm parar no litoral de SC. Magros e com frio, aves não conseguem nadar e acabam em SC.

Desde o início de junho, quando os pinguins partiram das colônias de reprodução na Patagônia, na Argentina, em busca de alimentos, esses animais começaram a aparecer nas praias catarinenses. Até a manhã desta terça-feira (12), 10 aves debilitadas recebiam tratamento na R3 Animal, no bairro Rio Vermelho, em Florianópolis.

Entre os trabalhos da organização está a recuperação de animais silvestres. De acordo com a médica veterinária Cristiane Kolesnikovas, da R3, os animais devem ser encontrados no litoral catarinense até setembro.

“Eles chegam ao estado, com as correntes marítimas das Malvinas, que ficam entre a Argentina e o Uruguai. Na primavera, retornarão à Patagônia para iniciar um novo período de reprodução”, informou.

Magros e com frio

Os pinguins encontrados nas praias estão magros e debilitados devido a dificuldades para encontrar alimentos. “Em geral, são animais juvenis, que estão no seu primeiro ciclo de migração e ficam para trás no bando porque estão fracos pela carência alimentar, sem energia para nadar. Além disso, como estão magros, não têm gordura, que serve de proteção contra o frio”, explicou.

Segundo a médica veterinária, os 10 animais em tratamento em Florianópolis devem ser soltos juntos em agosto, pois vivem em bando.

Em 2015, 150 pinguins foram resgatados em Santa Catarina, conforme a R3. “Assim que chegam, fazemos exames completos e, se estiverem doentes, são medicados, recebem antibióticos”, completou.

Como agir ao encontrá-los

No caso de encontrar um pinguim, a orientação da veterinária é de que a pessoa use uma toalha para fazer o resgate, porque mesmo fraco, o animal pode bicar quando for pego. Depois, o melhor é colocar o pinguim em uma caixa, porque geralmente estão com muito frio.

“A gente pede que as pessoas entrem em contato com a Polícia Ambiental ou tragam o animal aqui no Rio Vermelho”, alertou Cristiane.

Até chegar ao atendimento especializado, não se deve dar água ou alimento para o pinguim. Com o tratamento adequado, depois de um mês, a maioria já está bem para retornar ao mar. O telefone da Polícia Ambiental é (48) 3665-4487.

Fonte: G1

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