Pinguins são soltos em praia de Florianópolis (SC) após passarem por reabilitação

Pinguins são soltos em praia de Florianópolis (SC) após passarem por reabilitação
Pinguins foram soltos em Florianópolis nesta segunda — Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

Vinte pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foram soltos na Praia do Moçambique, em Florianópolis, na manhã desta segunda-feira (3), depois de passarem por processo de reabilitação. As aves tinham sido resgatadas em praias do litoral de Santa Catarina, vindas da Patagônia, e receberam um microchip com número de identificação antes de iniciaram a viagem de volta para casa.

Vinte pinguins são liberados pela R3 Animal após reabilitação

É chegada a hora da primeira soltura de pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) da temporada 2020. Vinte aves voltaram ao habitat natural na manhã desta segunda-feira, 3, na Praia do Moçambique, em Florianópolis SC. Elas foram resgatadas em praias catarinenses pela R3 Animal e pelas outras instituições executoras nos cinco trechos do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no Estado. A reabilitação ocorreu no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal), em Florianópolis. Este grupo é o primeiro a ser liberado desde o início da temporada anual de migração dos pinguins, iniciada em meados de outono e que vai até setembro, quando essas aves começam a fazer o caminho de volta até suas colônias na Patagônia/Argentina. A presidente da Associação R3 Animal e coordenadora do PMP-BS, em Florianópolis, médica veterinária Cristiane Kolesnikovas explica que os pinguins que encalham nas praias, em sua grande maioria, são animais juvenis, estão em seu primeiro ano de vida e encaram pela primeira vez a longa viagem de migração. Como são inexperientes, é comum que alguns animais tenham dificuldade em se alimentar, se percam dos bandos e fiquem debilitados, encalhando nas praias. Também existem aqueles que interagem com petrechos de pesca. Mesmo não sendo fauna alvo de pesca eles podem ser capturados incidentalmente. É a chamada captura bycatch, ou seja, não intencional. Todos os pinguins passaram por exames complementares, realizaram o teste de impermeabilização das penas e receberam um microchip com um número de identificação. Dos 20 indivíduos, dois foram resgatados pela R3 Animal em praias de Florianópolis. Na região de Laguna, quatro foram resgatados pela equipe do PMP BS / Udesc – Laguna- Trecho 01. O Instituto Australis resgatou um animal em Palhoça. No Trecho 4, executado pela Projeto de Monitoramento de Praias – PMP BS Univali – Trecho 4, foram resgatados sete pinguins e a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias – PMP/ BS Univille – Trecho 5 foi a responsável pelo resgate dos outros seis. Ainda estão em reabilitação 25 pinguins, tão logo estejam aptos, também voltarão para a natureza. 📲 Ao encontrar um mamífero, ave ou tartaruga marinha debilitada ou morta na praia, ligue para o telefone 0800 642 3341. Sua ligação pode ajudar a salvar vidas! ➡️O CePRAM/R3 Animal fica localizado no Parque Estadual do Rio Vermelho, unidade de conservação sob responsabilidade do Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC), em parceria com a Polícia Militar Ambiental. ➡️O PMP-BS é uma atividade desenvolvida para o atendimento de condicionante do licenciamento ambiental federal, conduzido pelo Ibama, das atividades da Petrobras de produção e escoamento de petróleo e gás natural na Bacia de Santos. ➡️O objetivo é avaliar possíveis impactos das atividades de produção e escoamento de petróleo sobre as aves, tartarugas e mamíferos marinhos, através do monitoramento das praias e atendimento veterinário aos animais vivos e necropsia dos encontrados mortos.➡️O PMP-BS é realizado desde Laguna/SC até Saquarema/RJ, sendo dividido em 15 trechos. Em Florianópolis, o Trecho 3, o projeto é executado pela R3 Animal.

Julkaissut Associação R3 Animal Tiistaina 4. elokuuta 2020

A soltura foi a primeira realizada nesta temporada pela Associação R3 Animal, uma das instituições que executa o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no estado.

Nesta época do ano é comum o encalhe de pinguins nas praias catarinenses, vindos da Argentina. A migração anual inicia em meados e outono e as aves chegam fracas, debilitadas e às vezes feridas no estado. O processo migratório vai até setembro, quando elas começam a fazer o caminho de volta.

A maioria dos pinguins encontrados no litoral estão no primeiro ano de vida e fazendo a viagem migratória pela primeira vez. É comum que alguns tenham dificuldade em se alimentar, se percam dos bandos e fiquem debilitados, indo parar nas praias, explicou a R3 Animal. E há ainda os são capturados incidentalmente por apetrechos de pesca, na chamada ‘captura bycatch’, ou seja, não intencional.

Os pinguins foram recolhidos pela R3 Animal e outras entidades envolvidas no PMP-BS no estado, e passaram por reabilitação no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM/R3 Animal), no Parque Estadual do Rio Vermelho, na capital.

Após serem reabilitados, os animais passaram por exames complementares e fizeram o teste de impermeabilização das penas. Ainda estão em reabilitação 25 pinguins, que assim que estiverem aptos, também voltarão para a natureza.

Caso alguma ave do tipo ou algum outro animal marinho seja encontrado debilitado ou morto na praia, a recomendação é ligar para o telefone 0800 642 3341.

Pinguins passaram por reabilitação em Florianópolis — Foto: Nilson Coelho/R3 Animal

Fonte: G1

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