PM acusado de atirar em cadela durante operação em Vitória, ES

PM acusado de atirar em cadela durante operação em Vitória, ES

Segundo o tutor, a cadela foi baleada após latir para um policial militar que estava em uma operação no morro de Itararé, em Vitória. Corregedoria da PM vai investigar o caso

Por Lorena Meireles

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Uma cadela foi baleada por um Policial militar na noite da última terça-feira (26), no bairro Itararé, em Vitória. Segundo o tutor do animal, estavam todos sentados em um bar quando um policial que estava em operação no morro atirou no focinho após a cachorra latir.

“Desceram seis policiais, ela latiu para todos eles e o sexto deu um tiro nela porque ela estava latindo”, explicou Jonathan Diouglas Pereira Freire, 27, tutor da cadela.

O tutor explicou que ela foi adotada há seis anos, quando ele a achou no meio da rua e resolveu levá-la para casa. O animal é dócil. É uma mistura de vira-latas com basset e nunca mordeu ninguém, alega o tutor da vítima.

Após ser baleada, a cadela correu para dentro de casa sangrando muito e assustada. Ela foi socorrida e levada para uma clínica veterinária. O veterinário Marcus Campos Braun, que a atendeu, ficou impressionado com a violência contra o animal.

A bala entrou na parte superior do focinho, saiu pelo céu da boca, atingiu a língua e desceu até o pescoço do animal, que passou por uma cirurgia delicada de mais de três horas e meia. Até ser curada Tróia se alimentará por drenos.

Jhonatan disse que não viu o nome do policial, mas foi até a corregedoria da Polícia Militar na tarde de quarta-feira (27) fazer uma denuncia contra o PM.

“Ele atirou muito perto, tinha uma senhora perto da Tróia. Podia ter pegado nela. Depois que ele atirou mandou todo mundo calar a boca, voltou lá e pegou a cápsula, e ainda empurrou minha mãe”, afirmou.

O laudo do estado da cachorra já foi enviado para a Corregedoria da Polícia Militar, pelo veterinário. Um vídeo e fotos da Tróia circulam pela internet nas redes sociais e já ultrapassam 500 compartilhamentos.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar informou, por nota, que a Corregedoria da Polícia Militar recebeu a reclamação do tutor do animal. E que consta na documentação que o policial militar atirou devido a reação agressiva do animal. Como as versões do PM e do reclamante divergem, será instaurada uma sindicância para apurar os fatos.

Fonte: Folha Vitória

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