PM, Batalhão ambiental e Canil se reúnem com ONGs para definir medidas de proteção animal em João Pessoa

PM, Batalhão ambiental e Canil se reúnem com ONGs para definir medidas de proteção animal em João Pessoa

Por Marília Domingues / Thaísa Aureliano

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A Polícia Militar da Paraíba em conjunto com o batalhão de Polícia Ambiental e o Canil estão reunidos em João Pessoa com representantes de ONGs protetoras de animais para definir um número de apoio que a população possa fazer denúncias de maus tratos a animais e também ajudar no resgate autuando pessoas que pratiquem os maus-tratos.

As representantes das ONGs Meire Ferreira e Cristiane afirmaram que a reunião está sendo proveitosa, e agradeceu a atenção por parte do coronel Euller Chaves, do comandante da Ambiental e também do Canil e pede ainda o auxilio do Ministério Público e da Zoonoses para coibir a venda de animais ao ar livre e fazer o resgate a autuação dos acusados desse tipo de crime.

“Quem quer dar um presente a alguém, não dá animal. Ele não é brinquedo, sente frio, dor… Vender animais no meio da rua é crime, é estelionato, pois está dizendo que são animais de raça, quando não são”, explica uma das representantes.

Ela ainda adiantou que a parceria com a segurança pública vai ter um número de telefone para ficar a disposição da necessidade das ONGs.

A representante da Harpias, Cristiane, destacou que o crime mais comum é o de abandono. “As pessoas não entendem que o abandono é crime. Ficam na rua, maltratam. Estamos buscando ações emergenciais, nos sentimos muito sozinhas na hora da denúnicia e eles estão abraçando nossa causa, para ir conosco resgatar os animais e autuar as pessoas”, conta.

“As pessoas precisam ter a orientação que animais são como crianças, filhos. O orientação é que se não quiser, não abandone, mas procure ONGs para que o animal não vá para a rua”, pede.

Fonte: Paraiba.com.br 

Nota do Olhar Animal: O problema maior em relação à venda de animais é a própria venda, a “coisificação” do animal, o tratamento dispensado a eles como se fossem meros objetos. E os abusos e maus-tratos resultantes desta visão equivocada, que leva à preferência por determinadas “raças” e abre espaço também para crimes como o relatado na matéria. Lembrando que esta preferência causa danos aos animais. Veja no artigo Você faz questão de um cão de raça? pense duas vezes . . . , do biólogo Sérgio Greif.

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