PM resgata porco-espinho em telhado de casa no Recanto das Emas, no DF; vídeo

PM resgata porco-espinho em telhado de casa no Recanto das Emas, no DF; vídeo

Policiais militares do Distrito Federal resgataram um porco-espinho que tinha se “aninhado” no telhado de uma casa no Recanto das Emas. A operação foi feita no domingo (19) e divulgada nesta quinta-feira (23). Segundo a corporação, o animal tentou se esconder e acabou ficando preso entre as grades da residência. Vídeo feito pela PM mostra o momento do resgate.

Moradora da casa escolhida pelo porco-espinho, a dona de casa Maria Betânia de Almeida diz que o animal ficou quietinho naquele canto durante toda a manhã, e não tentou atacar ninguém. Ele já tinha sido flagrado por uma vizinha, durante a madrugada, na mesma rua.
“Ela falou que chegou em casa umas 4h e ele já estava por aqui. Minha casa tem uma sacada, e aí ele subiu e ficou ‘grudado’. Mas não tentou entrar, não mexeu com ninguém, ficou na dele”, diz Betânia.

A casa, na quadra 101 do Recanto das Emas, fica perto de um setor de chácaras – do outro lado, há uma área grande de mata preservada. A família imagina que o roedor saiu de lá em busca de comida, ou fugindo de algum perigo. Segundo Betânia, essa foi a primeira visita inusitada recebida por eles.

Porco-espinho é resgatado por militares em telhado de casa no Distrito Federal (Foto: PMDF/Divulgação)

O resgate foi concluído por volta das 13h30. Segundo a PM, o porco-espinho foi levado para avaliação veterinária e, por estar em boas condições de saúde, foi devolvido a uma área de floresta na mesma região.

Roedor do cerrado

O porco-espinho, também conhecido como ouriço-cacheiro, é um roedor de porte médio que costuma viver em árvores. Um animal adulto chega a 60 centímetros de comprimento e pode pegar até 4 kg.

De hábitos noturnos, ele pode liberar os espinhos que cobrem o corpo quando se sente ameaçado, mas não tem perfil agressivo e não é venenoso. O animal é bastante comum no cerrado e, segundo a classificação internacional, não corre risco imediato de extinção.

Por Mateus Rodrigues 

Fonte: G1

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