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PMA captura e recolhe dezesseis animais ao CRAS entre eles sete filhotes de papagaio atacados no ninho por tucano

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Policiais Militares Ambientais de Campo Grande (MS) recolhem em média oito animais diariamente ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). Normalmente o predomínio é de aves, como aconteceu ontem, porém, foram capturados também mamíferos e répteis. O fato mais inusitado aconteceu na vila Marli, quando um tucano atacou um ninho de papagaio e sete filhotes caíram de um coqueiro. Uma moradora afastou o tucano, recolheu os filhotes e acionou a PMA.

Uma capivara foi capturada pela manhã no bairro Vilas Boas, na Avenida Zahran e outra à noite no bairro Tiradentes. No Tijuca foi recolhido um filhote de coruja. Dois papagaios adultos foram recolhidos no bairro União e um no Zé Abrão; um periquito no Centro; uma arara Canindé no Carandá Bosque e um jabuti na Vila Marli.

REITERANDO INFORMAÇÃO E ORIENTAÇÃO À POPULAÇÃO SOBRE CAPTURA DE ANIMAIS:

A PMA informa que há 28 anos realiza em todo o Estado a captura e contenção de Animais Silvestres. Isto em razão da confiabilidade que a população adquiriu na instituição, desde 1987, quando venceu a “guerra” contra os “coureiros”, que quase extinguiram o jacaré-do-pantanal.

Ocorre que, O animal aparecer nos Centros Urbanos não se trata de crime e nem infração administrativa, porém, a PMA efetua a captura. Acontece que a PMA disponibiliza diariamente apenas uma viatura e uma equipe preparada para realizar esse trabalho, pois o papel constitucional da Unidade é a prevenção. Ou seja, a manutenção dos Policiais em campo para que os crimes e infrações não aconteçam. Dessa forma, se disponibilizasse mais equipes, perder-se-ia muito com prevenção, pois as equipes trabalhando principalmente nas áreas rurais previnem grandes desmatamentos ilegais, tráfico de animais, caça, pesca predatória, entre outros crimes, além de realizar a repressão, quando não é possível prevenir, o que também, além das punibilidades penais, administrativas e civis, permitem a recuperação das áreas degradadas, em obrigação determinada por lei ao infrator.

Às vezes, a caça de um animal, o tráfico, entre outros crimes, causam comoção, porém, quantos animais morrem, ninhos são destruídos em um desmatamento ilegal de 10 mil hectares, por exemplo? Quanto a fauna diminuirá, pela destruição do habitat, que é maior causa de perda de biodiversidade? Por isso, a prevenção é fundamental.

Além disso, o artigo 225 da Constituição Federal impõe ao poder público e a coletividade a obrigação da proteção ambiental. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Portanto, todos os órgãos têm obrigação de tomar providências relativas aos animais e a Polícia deveria continuar fazendo seu papel constitucional de prevenção. Porém, enquanto os órgãos que seriam responsáveis primários não assumirem, a PMA vai continuar a executar esse trabalho.

A PMA informa que vai continuar realizando a captura de animais, porém, não sacrificará a prevenção e continuará disponibilizando diariamente uma equipe e uma viatura para esse trabalho, como há 28 anos. Uma equipe é suficiente, pois em mais de 90% dos casos são pequenas aves, que a própria população já acondicionou adequadamente. Além disso, alguns animais apenas saem das grandes reservas florestais, Parques e Unidades de Conservação existentes na Capital, dentro da área urbana e não é o caso nem de efetuar a captura, pois o animal voltará para o seu habitat. A maioria da população de Campo Grande é acostumada a conviver com essa fauna sinantrópica sem grandes problemas.

A PMA orienta à população para que continue acionando a Unidade. Porém, em razão da grande quantidade de ocorrência, pede um pouco de paciência e compreensão, pois às vezes, pode demorar um pouco, especialmente, se o animal estiver contido, pois a equipe elege as prioridades, em conformidade com cada caso. Além do mais, algumas capturas podem demorar horas, como no caso de uma capivara em local com grande área aberta. Orienta ainda, para que não se aproxime e nem deixe crianças se aproximarem especialmente dos animais que ofereçam riscos, como os grandes mamíferos e animais peçonhentos, pois, ao sentirem-se acuados podem atacar, no intuito de defesa.

Fonte: Jornal Dia Dia

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