Polícia Ambiental apreende duas armas e carne de animal silvestre em Pederneiras, SP

Polícia Ambiental apreende duas armas e carne de animal silvestre em Pederneiras, SP
Policiais ambientais localizaram armas, carne de capivara e equipamentos utilizados para caça (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)

Na manhã dessa terça-feira (28), a Polícia Militar Ambiental de Bauru localizou armas, carne de capivara e equipamentos utilizados para caça predatória no Distrito de Guaianás, município de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru).

A PM Ambiental recebeu informações que dois homens na noite anterior, caçaram capivaras com uso de espingardas com luneta e equipamentos profissionais, sendo indicados na denúncia os endereços dos possíveis infratores.

E um sítio, após fiscalização autorizada pelo proprietário, os policiais localizaram no interior de um dos quartos, uma espingarda calibre 22 com silenciador acoplado, 18 munições, uma besta (equipamento de caça profissional), uma fisga, um pio para caça e quatro facas, no interior de um freezer foi localizado aproximadamente 20 quilos de carne de capivara, no outro endereço, em uma casa próxima ao sítio, os policias localizaram escondida no forro, uma carabina puma calibre 38 e sete munições.

Os infratores foram encaminhados à Delegacia de Polícia de Pederneiras, o proprietário do sítio, um homem de 48 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de uso restrito e por crime ambiental contra a fauna, ficando preso na cadeia pública local, a PM Ambiental aplicou auto de infração ambiental no valor de R$ 10.000,00 pelo depósito da carne de capivara, o proprietário da casa, um homem de 56 anos, foi autuado em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma, após registro de boletim de ocorrência foi liberado para responder processo criminal em liberdade.

Fonte: JCNET


Nota do Olhar Animal: É curioso o uso do termo caça “predatória”. Ele define a caça que extrapola os limites que ameaçam a existência de determinada espécie. Porém, “predar” significa “caçar, apanhar ou matar uma presa” e, portanto, toda caça é predatória. O objetivo desta redundância é discriminar tipos de caça, qualificando um como legal e moralmente aceitável (a não predatória) e outro moralmente não aceitável (a predatória), para assim amenizar o ato de matar um animal, desde que isso não ameace tal espécie. No fim, em ambas as circunstâncias os animais são mortos ou aprisionados, mas as definições ignoram o impacto para os indivíduos animais, focando no interesse humano pela preservação ou pela exploração desta ou daquela espécie, como se este interesse justificasse a ação. Os interesses dos próprios animais (como o de viver) são solenemente ignorados. Mas, voltando à deturpação eufemística de termos, outro exemplo clássico é o da “eutanásia”, que é a morte sem dor ou sofrimento provocada em doentes incuráveis, ou seja, um ato de caráter misericordioso. Mas, no caso de animais não humanos, o termo é largamente usado quando ocorre o extermínio de animais não humanos sem estes que estejam gravemente doentes, muitas vezes sem sequer estarem sofrendo. A matança é feita apenas por atender a algum interesse humano, não havendo qualquer caráter misericordioso na ação.

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