Polícia Ambiental faz vistoria e não vê situação de maus-tratos em spa, em Itatiba, SP

Polícia Ambiental faz vistoria e não vê situação de maus-tratos em spa, em Itatiba, SP
Cavalo morreu depois de ficar sem alimentação (Foto: Arquivo pessoal)

A Polícia Militar Ambiental de Jundiaí (SP) esteve nesta sexta-feira (25) no spa suspeito de cometer maus-tratos para fazer uma vistoria. De acordo com a corporação, que segue uma resolução da Secretaria do Meio Ambiente, não foram constatados maus-tratos aos animais que estavam no local.

“A polícia trabalha com a resolução 048, onde os quesitos que tratam da situação foram todos elencados e não foi visualizado maus-tratos, até o momento, referente as aves e animais que estão no local”, esclarece o policial Alexandre Peres.

Outra vistoria deverá ser marcada na próxima semana com o acompanhamento de um veterinário da Prefeitura de Itatiba. A prefeitura não quis se pronunciar sobre o caso.

A denúncia foi investigada pela Prefeitura de Itatiba (SP) que chegou a vistoriar o local nesta quarta-feira (24) por uma equipe formada por representantes da Zoonoses, Guarda Ambiental e Vigilância Sanitária.

Diversas irregularidades foram encontradas, uma delas de um cavalo que morreu na quarta-feira (23). O proprietário do spa não foi localizado para comentar o assunto, mas o prazo para regularizar a situação terminou nesta sexta-feira (25).

A multa diária em caso de descumprimento é de R$ 3 mil por animal. De acordo com a notificação, o responsável deve providenciar alimentação, água e limpeza do recinto. Além do cavalo que morreu, há outros seis no spa, oito araras, quatro papagaios e três emas.

“Os animais estão mal nutridos. A nutrição que eles têm não é a ideal e, por isso, eles têm o escore corporal baixo. O local está bem sujo e a água que está sendo servida é bem suja. Está em condições precárias de alimentação”, explica a veterinária Priscila Martin Docal.

Denúncia

O spa,  que está com a energia elétrica cortada, funciona em uma área de preservação permanente de Mata Atlântica de seis hectares. A denúncia de maus-tratos foi feita por uma jovem que pertence à família proprietária da área onde estão os animais. Há um ano e meio o local foi arrendado.

“Sempre foram muito bem cuidados enquanto a gente esteve aí. E estamos preocupados com a situação porque a gente precisa retirar os animais para que eles voltem ao estado normal, tenham saúde e possam viver bem”, finaliza a arquiteta Maria Lucia Falcão.

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