Polícia Ambiental solta três animais silvestres em mata na região de São José do Rio Preto, SP

Polícia Ambiental solta três animais silvestres em mata na região de São José do Rio Preto, SP

Animais foram capturados em situação de risco na região de Rio Preto. Gavião, tamanduá e jaguatirica ganharam novamente a liberdade.

A Polícia Ambiental soltou nesta semana três animais silvestres que foram resgatados em situação de risco na região noroeste paulista. Quem trabalha com a reabilitação de animais silvestres diz que um dos momentos mais emocionantes é quando eles são reintegrados à natureza. O tratamento dos animais foi feito no bosque de São José do Rio Preto (SP).

Dentre os animais que ganharam a natureza está um filhote de tamanduá mirim. A mãe dele morreu atropelada. Ele ainda estava agarrado nas costas dela, quando a Polícia Ambiental achou. Muito novo para se virar sozinho, o bebê tamanduá foi trazido para o zoológico de Rio Preto.

A história de um gavião carcará é parecida com a do tamanduá. Ele também foi encontrado pequeno, sozinho e não conseguia voar. A ave, predadora, não resistiria muito tempo sem cuidados e acabaria se tornando uma presa ou morrendo de fome. Além dos dois, o zoológico recebeu uma jaguatirica. Ela é a moradora mais antiga dentre os três, e chegou ao bosque há um ano.

Do começo de 2014 até julho deste ano, mais de 200 animais foram recuperados e reinseridos na natureza. Só saem do zoológico aqueles que não sofreram alterações físicas ou emocionais e conseguem se virar, se alimentar lá fora. O transporte para o novo lar é feito pela Polícia Ambiental. Os três são levados para uma área protegida, em Paulo de Faria (SP), a 140 quilômetros de Rio Preto.

Os animais foram soltos em uma reserva ecológica, mantida pelo estado. Não é qualquer um que pode entrar no local e só são permitidas visitas guiadas e a entrada de pesquisadores. A mata é cercada e vigiada. “A prioridade da polícia é identificar os locais que são considerados habitat, se não for adequado o local, escolhemos um local com fonte de alimento e próximo a manancial”, afirma o capitão da Polícia Ambiental Cassius José.

Fonte: G1

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