Polícia apreende 77 aves silvestres e multa criador em R$ 48,9 mil em Santo Expedito, SP

Polícia apreende 77 aves silvestres e multa criador em R$ 48,9 mil em Santo Expedito, SP
Aves estavam em uma residência, em Santo Expedito (Fotos: Polícia Militar Ambiental/Divulgação)

A Polícia Militar Ambiental apreendeu 77 aves silvestres neste domingo (4), em uma residência, em Santo Expedito. De acordo com a polícia, os pássaros eram criados irregularmente em cativeiro e o morador recebeu uma autuação no valor total de R$ 48,9 mil.

Durante a Operação Piracema, duas equipes da corporação foram até o município de Santo Expedito, onde uma equipe do policiamento terrestre estava defronte a uma residência em que, segundo denúncia, havia diversas aves silvestres.

Aves estavam em uma residência, em Santo Expedito
Aves estavam em uma residência, em Santo
Expedito

Foi feito contato com o morador e, após a autorização do mesmo, as equipes realizaram vistoria na residência, onde no corredor lateral e nos fundos localizaram dezenas de aves entre silvestres e exóticas, que não possuíam anilhas, sem qualquer comprovação de origem lícita, segundo a polícia.

O homem informou que possuía as aves como estimação e que não as comercializava. Ele alegou ainda que cuidava muito bem de todos os pássaros, conforme a corporação.

As aves silvestres apreendidas foram um papagaio-verdadeiro, cinco coleiras-do-brejo, 29 coleiras-papa-capim, quatro tiês-sangue, cinco bigodinhos, um caboclinho-frade, 11 canários-da-terra-verdadeiros, dois ticos-ticos, dois sabiás-laranjeiras, três sabiás-pardos, oito trincas-ferro, um patativa-verdadeira, dois inhapins, um pintassilgo-de-cabeça-preta e dois galos-de-campina.

De acordo com a polícia, as aves estavam em gaiolas limpas, com alimentação e água abundante, e não apresentavam maus-tratos. Foram elaborados dois autos de infração ambiental, um no valor de R$ 46,5 mil, “por ter em cativeiro, espécimes da fauna silvestre nativa”, e outra no valor de R$ 2,4 mil, por “introduzir espécime animal (dois galos-de-campina) no território do Estado de São Paulo, sem parecer técnico oficial favorável e licença expedida pela autoridade competente”, segundo a polícia.

As aves e gaiolas em questão foram recolhidas e destinadas à Associação Protetora dos Animais Silvestres de Assis (Apass).

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