Polícia apura denúncia de cemitério ilegal de animais mantido pelo Neafa, em Maceió

Delegado diz que representantes podem responder por crime ambiental. Neafa afirma que prática é comum e que acontece há vários anos no local.

Por Michelle Farias

Uma das testemunhas no caso do envenenamento de 30 cães do Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis (Neafa), denunciou que a instituição enterra os animais em um cemitério clandestino. O terreno usado para a prática fica ao lado do Neafa, em uma área urbana.

A informação foi confirmada pela presidente da Comissão de Meio Ambiente e Bem Estar Animal da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Alagoas (OAB-AL), Cristiane Leite. Segundo a presidente, além dos animais serem enterrados de forma irregular, a instituição estaria cobrando um valor para enterrar os animais que não são do Neafa.

A OAB classifica as denúncias como grave e diz que a prática se caracteriza como crime ambiental.

“Sabemos que o estado não tem cemitérios para animais, mas eles precisam ser enterrados em um lugar adequado. A testemunha disse ainda que estava sendo cobrado um valor para que animais de fora da instituição fossem enterrados pelo Neafa”, afirma.

À reportagem do G1 a assessoria de comunicação do Neafa confirmou que os animais são enterrados nesse terreno há vários anos e que este é um procedimento comum, mas negou que seja cobrado um valor para enterrar animais de fora. “Nós sugerimos que seja paga qualquer quantia para que o animal seja enterrado para que possamos repassar para os profissionais que fazem esse trabalho.

O delegado Gustavo Pires, do 11º Distrito Policial, que investiga o envenenamento dos animais na instituição, disse que vai encaminhar órgãos de fiscalização de meio ambiente para verificar o local.

“Se for comprovado que eles enterram os animais sem qualquer critério, será caracterizado crime ambiental”, afirma o delegado ao ressaltar que não pode passar maiores informações para não atrapalhar os rumos das investigações.

Fonte: G1

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