Polícia Civil conclui inquérito no caso do gato queimado em Tupi Paulista, SP

Polícia Civil conclui inquérito no caso do gato queimado em Tupi Paulista, SP
Foto: AGORA NOTÍCIAS

A Polícia Civil de Tupi Paulista concluiu nesta terça-feira, 20, o inquérito em que apura as causas que motivou a prática do crime ambiental, em decorrência do ato de maus-tratos contra um gato ocorrido por volta das 10:30 horas do dia 27 de maio em uma residência da Avenida Benedita Camargo, Jardim Petrópolis em Tupi Paulista.

Segundo versão das testemunhas do caso, o servidor público municipal J.G.C, 51, anos, é apontado como sendo o autor do delito.

Declarações

Pela manhã o acusado chegou a Delegacia de Policia da cidade acompanhado do seu advogado para prestar esclarecimentos no caso.

À autoridade policial, o servidor disse que nos fundos da sua residência existe uma área de lazer, que inclui uma churrasqueira, que no dia dos fatos, preparava para fazer um churrasco, usando carvão e madeira, tendo deixado uma travessa com carne em cima da pia que fica ao lado da churrasqueira, que em determinado momento, entrou na casa para buscar utensílios para o churrasco e quando voltou, notou um gato em cima da pia, lambendo a carne e tentando comer, que sua reação imediata foi espantar o animal para longe da comida, gritando e dando um susto nele, usando inclusive uma vassoura.

Disse que o local é fechado e com muros altos com proteção de concertina, o que impedia o gato de sair, que o animal ficou acuado em um canto, entre o balcão e uma churrasqueira, e que no momento em que deu outro susto no gato, este pulou e acabou caindo dentro da churrasqueira com carvão e madeira em brasa e em chamas, que o animal tem pelagem alta, e espessa que inflamou-se, que tentou tirar o animal de dentro da churrasqueira com a vassoura mais ele estando muito apavorado se debatia, e não conseguindo tirá-lo de lá, decidiu então buscar água para tentar apagar o fogo, momento em que o animal pulou para fora da churrasqueira e saiu correndo em direção ao portão da frente da casa, passou pelo meio das grades do portão e foi embora correndo, sem perceber que rumo o animal tomou na fuga.

O acusado afirmou que estava sozinho nos fundos da casa no momento dos fatos, tendo tudo acontecido muito rápido e ninguém mais viu a cena. Relatou que soube que o animal foi socorrido no quintal do vizinho e soube da repercussão negativa que o caso teve. Arrependido, o servidor foi enfático ao afirmar que não fez de propósito e que jamais teria a predisposição de atear fogo em um animal vivo por simples maldade.

Em entrevista a reportagem, na manhã desta quarta-feira, 21, o delegado de Polícia Civil do município, Adérson Moisés Vieira, concluiu que, embora a versão apresentada pelo autor, e em face das provas apresentadas, do material inflamável (álcool) encontrado na pelagem do animal, o acusado cometeu o delito.

As versões apresentadas pelas testemunhas confirmam que autor com raiva do gato que estaria na sua residência, talvez realmente atrapalhando os seus afazeres, intencionalmente jogou álcool no animal e depois ateou fogo, disse o delegado.

A pena para este tipo de crime prevê punição de 3 meses a 1 ano e multa, e é é abrangida pela Lei Federal nº 9099, que trata dos crimes ambientais. O inquérito será encaminhando ao Fórum da Comarca local para que as autoridades judiciárias tomem as devidas providencias e deem andamento ao processo criminal. Disse o delegado.

A reportagem procurou o servidor, mais foi informada de que ele estaria em viagem a outro município. A tutora do animal disse que não comentaria o caso.

Fonte: Agora Notícias / Hoje Mais

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