Polícia Civil investiga agressão com facão a duas pit bulls na zona rural de Araxá, MG

Polícia Civil investiga agressão com facão a duas pit bulls na zona rural de Araxá, MG
Cadela com olho, focinho e rabo machucados em Araxá — Foto: TV Integração/Reprodução

A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar um caso de agressão a duas cadelas da raça pit bull em Araxá. Os animais foram feridos com um facão, na zona rural do município, durante o último fim de semana.

As marcas da agressão ainda são visíveis nos animais. Uma delas está com dificuldades para andar, enquanto outra está com ferimentos no focinho e outras partes do corpo.

A agressão aos animais foi flagrada pela estudante Isabela Corrêa de Souza. “Eu estava na propriedade e havia outro cachorro. Quando as cadelas viram o cachorro, elas correram. Nesse momento chamei meu pai, pois sou defensora de animais, então não queria que outro animal fosse atingido”, explicou.

Ela ainda completou relatando que foi surpreendida quando voltou ao local e os cachorros estavam sendo agredidos. “Quando eu voltei, eu vi ele [o agressor] dando golpes de falcão nas duas cadelas, elas sem apresentarem sintoma de estar causando algo ao agressor e ao outro animal.”

Segundo as denúncias, as duas cadelas foram atacadas por um vizinho da fazenda na qual a dona dos animais passava o fim de semana. “A partir do momento em que outra pessoa entra e agride um animal dentro de outra propriedade é invasão de propriedade”, completou Isabela. 

Ocorrência
 
No dia da ocorrência, a Polícia Militar (PM) registrou um boletim de ocorrências. “Os cães estavam com cortes na cabeça, perto dos olhos, todos ensanguentados e com cortes grandes”, relatou a tenente da PM, Rosy Mary Beatriz dos Santos.

Maus-tratos de animais é crime desde 1998 e a pena prevista para o autor, caso seja comprovada a intenção de agredir o bicho, é de 3 meses a 1 ano de detenção, além de multa.

O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já ouviu depoimento do responsável pela agressão. Na ocasião, ele disse que agiu em defesa própria.

“Ele também apresentou elementos de que o cachorro dele teria sido atacado pelo cachorro da outra parte e que ele provocou as lesões no intuito de separar as agressões e defender para que os cachorros não entrassem na propriedade para atacar alguém que estava lá”, comentou a delegada Paula Dib.

A equipe do MG2 entrou em contato com o advogado do suspeito, que disse que aguardará o inquérito e que o cliente agiu em “estado de defesa”, pois os cães entraram na propriedade e atacaram o cachorro dele, que também ficou ferido e precisou de atendimento veterinário.

Fonte: G1

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