Polícia Civil investiga denúncia de envenenamento de cães em Uberaba, MG

Polícia Civil investiga denúncia de envenenamento de cães em Uberaba, MG

Moradoras de um condomínio fechado, no Bairro Recreio dos Bandeirantes, em Uberaba, denunciam casos de envenenamento de cães. A Polícia Civil investiga o caso e já identificou possíveis suspeitos.

A secretária executiva Mariana Daher conta que na noite da última segunda-feira (21) a cachorrinha dela, da raça Border Collie, começou a passar mal. “A Iúna pegou um pedaço de papel alumínio, meu marido danou com ela e ela já soltou. Em cerca de 15 minutos ela começou a dar diarreia forte, ficar fraca, espumar a boca e dilatar as pupilas. Ela caiu e corremos com ela para a clínica veterinária, onde ela foi diagnosticada por envenenamento, possivelmente por chumbinho, que é muito forte. O quadro dela custou a ser revertido”, relembrou.

Dois dias depois do envenenamento da Iúna, ocorreu mais um caso com as mesmas características no condomínio. A Sol, que é a cadelinha de Simone Pereira, também já está em casa se recuperando. Porém, como o veneno contamina a corrente sanguínea, ela teve que ser afastada dos seis filhotes e a única alternativa foi recorrer a mamadeira.
“É muito difícil, porque eles estão perdendo peso, eu não sei se estou fazendo certo, por mais que eu tente me esforçar. Antes eles tinham o leite materno e o calor da mãe. O sofrimento não é só para o animal, mas para os filhotes e para nós também”, lamentou a professora.

De acordo com Simone, a suspeita é que um morador do condomínio tenha envenenado os animais. Revoltada com o que aconteceu, ela resolveu podar as plantas ao lado da casa dela, onde foi encontrada a mistura que continha veneno. “A pessoa que fez isso utiliza estas áreas cheia de folhas para colocar o veneno. No dia, foram encontrados, em vários pontos, bolinhas de veneno. Em um ataque de fúria de ver o animal agonizando eu fui e cortei as folhas”, contou.

Mariana guardou as amostras dessa mistura e, ainda segundo ela, há imagens gravadas pelas câmeras do circuito de segurança do condomínio que mostram uma pessoa em atitude suspeita. “Já levamos as filmagens e o preparo que foi encontrado para a clínica fazer os exames. Está tudo com o delegado já”, acrescentou.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Ciro Outeiro, a Polícia Civil já tem indícios de autoria. “Ainda falta a prova de materialidade. Então, as amostras foram encaminhadas para a perícia e assim que tivermos a confirmação da materialidade, o suspeito será ouvido. Maus-tratos a animais gera pena de um ano, mas como neste caso são dois crimes, seriam dois anos a possibilidade de pena”, explicou.

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