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Polícia conclui investigação e indicia vereador por cinco crimes, em Juiz de Fora, MG

Vereador de Juiz de Fora foi flagrado pilotando barco com animais abatidos. Inquérito foi concluído pela Delegada Dolores Tambasco.

Por Rafael Antunes

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A delegada Dolores Tambasco, do Núcleo de Atendimento às Ocorrências de maus-tratos a Animais em Juiz de Fora, concluiu o inquérito sobre o vereador João Evangelista de Almeida, o João do Joaninho (DEM). Ele foi indiciado por cinco crimes.

O parlamentar foi flagrado no dia 11 de junho pilotando um barco com três capivaras e um jacu abatidos. Ele e um homem de 51 anos estavam na embarcação.

De acordo com a delegada, o vereador será julgado pela Justiça por matar animais silvestres e obstruir trabalho de policiais, artigos 29 e 69 da Lei Ambiental nº 9605; desobediência e exigir para si vantagem, artigos 330 e 332 do Código Penal; e porte ilegal de arma de fogo, artigo 14 da Lei 10.826.

Dolores afirmou que é impossível que João do Joaninho não tenha visto os animais abatidos no barco, conforme depoimento prestado por ele. “O laudo da perícia mostra que é impossível que uma pesaoa dentro da lancha não tenha visto as três capivaras abatidas”, afirmou.

A delegada informou também que a arma que foi apreendida no dia da ocorrência é furtada. Disse que ela foi roubada de uma pessoa em São Paulo há mais de 15 anos. Ainda segundo Dolores, o outro envolvido, que assumiu a posse da arma, tem outras passagens pela polícia, entre as acusações há furto e receptação.

Entenda o caso

O vereador foi flagrado por uma equipe da Polícia de Meio Ambiente na companhia de outro homem de 51 anos, em uma lancha, onde havia três capivaras e um jacu mortos. Na abordagem, a PM ainda localizou uma espingarda calibre 22 sem registro. Segundo a ocorrência, o vereador pediu aos militares para buscar documentos em um carro às margens da represa e fugiu do local.

O homem de 51 anos foi detido e levado para a Delegacia no Bairro Santa Terezinha, onde teve o flagrante confirmado por porte ilegal de arma de fogo e pelo artigo 29, da lei 9.605 de crime ambiental. De acordo com a assessoria da Polícia Civil, ele pagou a fiança estipulada pelo delegado e responde em liberdade.

No dia 16 de junho, em conversa com a imprensa, João do Joaninho falou pela primeira vez sobre o caso. O parlamentar alegou que pegou uma carona com um vizinho e que não sabia o que havia dentro do barco. “Quando ele (o vizinho) viu os policiais, me pediu que segurasse o volante. A partir daí, eu assumi a direção e parei quando os policiais pediram”, defendeu-se. “No momento em que eu desci do barco, me comprometi a ir (para a delegacia). No caminho, meu advogado pediu para que eu não fosse, porque a situação eatava complexa lá”, afirmou.

No entanto, a presidente da Sociedade Protetora dos Animais, Maria Elisa de Souza, ressaltou que as informações divulgadas têm um conjunto de irregularidades que precisa ser apurado. “A gente quer que a denúncia seja averiguada a fundo. Temos a suspeita de envolvimento de um representante do Legislativo, que foi eleito pelo povo e, por isso, tem um grau maior de responsabilidade sob suas ações. Ele foi flagrado em um barco com armas e animais abatidos em uma represa que abastece Juiz de Fora. Esta situação precisa ser esclarecida”, ressaltou.

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Fonte: G1

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