Polícia cumpre mandado por tráfico e descobre cativeiro de aves silvestres, em Sapiranga, RS

Polícia cumpre mandado por tráfico e descobre cativeiro de aves silvestres, em Sapiranga, RS

Os policiais civis efetuaram uma prisão em flagrante inusitada na sexta-feira (26). Durante o cumprimento de um mandado de busca de apreensão, no bairro São Jacó, a Polícia Civil localizou com um indivíduo, de 52 anos, mais de meio quilo de maconha, seis gramas de crack e 104 frascos plásticos utilizados para envase de cocaína. Até aqui, nada de anormal, pois havia autorização da justiça e os materiais apreendidos davam mais elementos para o policial levar o indivíduo preso.

Para surpresa dos policiais, no ponto de tráfico, os agentes da Delegacia de Sapiranga, ainda identificaram em um anexo de uma residência, dez pássaros nativos mantidos em cativeiro. Manter espécies silvestres sem autorização do órgão competente (neste caso, o IBAMA) é considerado crime ambiental. Em razão das circunstâncias o indivíduo além de ser preso por tráfico de drogas, ainda responderá pelo crime contra a fauna, conforme estabelece a lei 9.605 de 1998.

Na operação policial foram encontrados em situação de cativeiro os seguintes pássaros: Sanhaço-Frade, Azulão, Canário da Terra, Tipio e outras espécies silvestres. A Secretaria do Meio Ambiente foi acionada e compareceu ao local para o recolhimento dos animais que, posteriormente, foram encaminhados para Porto Alegre, onde as medidas cabíveis foram adotadas.

Professor e biólogo comenta

O biólogo e professor do Centro de Estudos Ambientais de Sapiranga (Cemeam), Antoninho Portilho, contextualizou a apreensão. “Essas são aves silvestres de ocorrência comum na região, visadas pelos infratores pela beleza estética e do canto. Elas são espécies nativas, a Legislação é clara e determina que não devem ser capturadas, mantidas em cativeiro e tampouco comercializadas. Aquele que captura, comercializa e mantem essas espécies em cativeiro deve ser submetido ao rigor da Lei”, pondera o professor.

Por Leonardo Oberherr

Fonte: Jornal Repercussão

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