Polícia espanhola desmantela organização que criava e vendia cães e gatos bebés

Polícia espanhola desmantela organização que criava e vendia cães e gatos bebés
Dois dos animais resgatados pelas autoridades espanholas.REPRODUÇÃO/POLÍCIA NACIONAL ESPANHOLA

A polícia espanhola levou a cabo uma operação de desmantelamento de uma rede criminosa que se dedicava à criação e venda de cães e gatos. No total, oito pessoas acabaram detidas.

A Polícia Nacional espanhola informa, através de um comunicado, que a organização criminosa, para além de criar e vender ilegalmente, também importava animais para fins comerciais.

Durante as buscas, as autoridades libertaram mais de uma centena de cães e gatos e ainda encontraram restos mortais e medicação usada para eutanasiar animais.

Oito pessoas foram detidas, nas províncias de Madrid e Girona, e acusadas de maus-tratos continuados a animais, fraude, usurpação de funções, falsificação de documentos e participação em organização criminosa.

Na sequência das diligências efetuadas foram ainda apreendidos passaportes e registos veterinários, receitas de medicamentos e medicamentos. Para além disso, várias contas bancárias e depósitos da rede criminosa foram bloqueados.

Autoridades durantes as buscas.REPRODUÇÃO/POLÍCIA NACIONAL ESPANHOLA
Autoridades durantes as buscas.REPRODUÇÃO/POLÍCIA NACIONAL ESPANHOLA

Animais faziam viagens de 15 horas

A Polícia Nacional revela que a operação partiu de uma denúncia sobre a existência de um grupo organizado que importava cães e gatos bebés de países do Leste da Europa que, uma vez em Espanha, eram vendidos com documentos falsificados.

Foi apurado ainda que os animais eram trazidos para o território espanhol via transporte rodoviário e chegavam a fazer viagens de mais de 15 horas.

Os registos de cada animal não correspondiam à realidade. A idade, por exemplo, era um dos dados que eram alterados. As doenças ou condições de que padeciam também eram ocultados aquando da venda dos pequenos animais.

No entanto, antes de serem vendidos os cães e gatos eram enviados para vários locais, em Madrid e na Catalunha, onde eram submetidos a diversos tratamos médicos e vacinas. Os registos de saúde eram então preenchidos por um veterinário ligado à organização criminosa. Registos esses que eram, posteriormente, utilizados para falsificar documentos e para adquirir medicação para a qual é necessária prescrição veterinária.

O real estado de saúde dos animais de companhia era ignorado e os mesmos eram vendidos sem que fosse apurado se estavam saudáveis ou a incubar doenças infeciosas.

Os clientes tinham conhecimento dos negócios através de publicidade em diversos sites ou na página online criada para o efeito pela rede.

Por Gabriel Mota Figueiredo

Fonte: Sic Notícias / mantida a grafia lusitana original

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