Polícia flagra rinha de galo em Abreu e Lima com 60 pessoas aglomeradas; operação prende nove pessoas

Polícia flagra rinha de galo em Abreu e Lima com 60 pessoas aglomeradas; operação prende nove pessoas
Rinha de galo com 60 pessoas aglomeradas foi fechada pela polícia em Abreu e Lima — Foto: Divulgação/Polícia Civil

A Polícia Civil de Pernambuco flagrou, na segunda-feira (31), uma rinha de galo com 60 pessoas aglomeradas em uma arena clandestina localizada em uma chácara na área urbana de Abreu e Lima, no Grande Recife. A ação fez parte da Operação Caçador, que resultou na prisão de nove pessoas pelos crimes de tráfico de drogas, homicídios, roubos, porte ilegal de armas de fogo, associação criminosa e crime ambiental.

De acordo com a polícia, um dos suspeitos, autuado por crime ambiental e associação criminosa, era o dono do espaço.

“Esse proprietário, que foi autuado em flagrante e vai participar da audiência de custódia, pratica esse crime ao longo da sua vida inteira. No interrogatório ele revelou para a gente que desde a adolescência trabalha com isso e que há 10 anos gerencia e é proprietário daquela rinha de galo”, afirmou a delegada Natália Araújo, da Delegacia de Abreu e Lima.

De acordo com ela, as disputas aconteciam toda segunda-feira durante a noite e só terminavam quando o galo não conseguia mais ficar em pé. Muitos dos animais chegavam morrer após as disputas.

Disputas na rinha aconteciam às segundas, durante a noite, e só terminavam quando o galo não conseguia mais ficar em pé. — Foto: Divulgação/Polícia Civil

No momento do flagrante, cerca de 60 pessoas estavam aglomeradas no local assistindo às brigas. Cada um pagava um ingresso de R$ 10 reais. Ainda de acordo com a polícia, foram apreendidos 57 galos e diversos acessórios utilizado para as competições clandestinas.

Além do espectadores e do proprietário, também estavam presentes uma mulher, que era dona do bar do local, um tratador dos animais e um homem que comercializava acessórios para os galos.

Na ação, outras 33 pessoas foram autuadas, três delas pagaram fiança e foram liberadas. As outras 30 assinaram um termo circunstanciado de ocorrência (TCO), ou seja, um registro tipificado como infração de menor potencial ofensivo. 

Prisões
 
Entre as prisões realizadas pela Operação Caçador, quatro foram cumprimentos de mandados de prisão, sendo um por tráfico de drogas, dois por roubo e um por violência doméstica. Outras cinco aconteceram por autuações em flagrante: três por tráfico de drogas, um por violência doméstica e outro por associação criminosa e crime ambiental.

Ao todo, foram empregados 91 policiais civis, entre 12 delegados, 65 agentes e 14 escrivães. A operação contou com a atuação direta de três delegados seccionais da Diretoria Integrada Metropolitana (Dim).

Fonte: G1

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