Polícia investiga morte de cuidadora de animais em Vargem Grande, na zona oeste do Rio

Polícia investiga morte de cuidadora de animais em Vargem Grande, na zona oeste do Rio
Casa tinha 17 animais abandonados após a orte. — Foto: Divulgação/ G.A.R.R.A. Animal

A Polícia Civil do Rio investiga a morte de uma cuidadora de animais em Vargem Grande, na zona oeste do Rio.

Segundo testemunhas, a mulher de 68 anos teria morrido no dia 22 de outubro, mas seu corpo foi encontrado no último domingo (1°). O caso está sendo investigado pela 42°DP (Recreio dos Bandeirantes).

Os animais que estavam no local se encontravam famintos e teriam devorado partes do corpo da mulher, segundo contou a representante de uma organização de proteção de animais.

Vídeo mostra cães dentro da casa onde dona foi encontrada morta em Vargem Grande. — Foto: Reprodução/G.A.R.R.A Animal

Com mais de 20 anos como protetora de animais, Renata Prieto, disse que nunca tinha visto um cenário parecido com o que encontrou.

“Já ajudei em outros lugares de protetoras que faleceram mas, chegar ao ponto dos animais comerem um corpo porque não tinham como se alimentar, eu nunca tinha visto”, disse.

ONG G.A.R.R.A. Animal foi chamada pelos vizinhos que tinham medo de que os cães fossem sacrificados. Os protetores de animais buscam agora lares para os 17 cães que ainda estão no espaço.

Segundo o delegado, Alan Luxardo, a vítima tinha problemas de saúde. A polícia aguarda o laudo cadavérico da vítima.

O lugar, quando foi aberto, estava insalubre. Muitos animais estavam subnutridos.

Muitos animais, segundo os protetores, estavam subnutridos. — Foto: Divulgação/ G.A.R.R.A. Animal

Os vizinhos da casa onde estavam os animais contaram que a mulher tinha um comportamento extrovertido e alegre e eles perceberam que ela não saía mais de casa.

Um vizinho foi ao local na noite de domingo passado e percebeu que os cães estavam com um comportamento estranho e agressivos. Ao entrar na casa ele encontrou o corpo da mulher. 

Abandono de animais aumenta

ONG faz campanha para adoção dos animais. — Foto: Divulgação/ G.A.R.R.A. Animal

Segundo Renata, 32 cachorros foram encontrados no local, mas alguns já foram adotados ou levados para lares temporários.

Como a ONG não possui espaço suficiente para retirar todos os animais da casa, eles seguem no local provisoriamente, onde recebem tratamento médico e alimentação adequada.

“Com a pandemia o número de resgates aumentou absurdamente e a nossa condição financeira ficou muito mais difícil, com as pessoas colaborando menos”, afirmou.

Ela destaca que é importante salvar os bichos, que não têm culpa do abandono da dona. Ela destaca que a maioria dos cães são de pequeno porte, ideais para apartamentos.

De acordo com Prieto, a prioridade da ONG G.A.R.R.A Animal é retirar os cachorros do lugar o mais rápido possível.

Por Cristina Boeckel e Henrique Coelho

Fonte: G1

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