Polícia investiga morte de rottweiler após sessão de adestramento

Polícia investiga morte de rottweiler após sessão de adestramento

Tutora do cão disse à polícia que ele estava ‘vomitando e defecando sangue’. Segundo delegado, adestrador pode ser indiciado por maus-tratos, em GO.

Por Paula Resende

GO goiania olhar animal 1A Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema) investiga a morte de um cachorro da raça rottweiler, na quinta-feira (4), ocorrida após uma sessão de adestramento. A tutora acredita que o animal possa ter sofrido maus-tratos pelo adestrador, de 46 anos, em Goiânia.

A mulher, que é policial militar e tem 43 anos, relatou em seu depoimento que o cão voltou do último treinamento “mole, vomitando e defecando sangue, com sangramento nos olhos, na boca e nas patas”.

Thor, como era chamado o cão, tinha dois anos. Ele morreu menos de um dia depois da última sessão com o adestrador, que fazia os procedimentos na rua e utilizava uma guia de aço.

Responsável pelo caso, o delegado adjunto da Dema Alexandre Otaviano Nogueira explicou que o cachorro fez apenas duas sessões de adestramento. “Ele era muito bravo, forte. Então, a tutora entendeu que ele precisava ser adestrado”, disse ao G1.

A tutora do animal afirmou aos policiais que contratou os serviços do adestrador após ele deixar um cartão na casa dela, sem pegar referências sobre o trabalho dele. O suspeito, que é vigilante, mora próximo à residência da mulher.

A coordenadora técnica do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Goiás, Raquel de Sousa, explicou que a legislação não obriga adestradores a terem algum curso específico ou registro para trabalhar.

Maus-tratos

Segundo o delegado, na primeira sessão, a tutora do animal notou que o bicho voltou muito cansado. No entanto, ela não proibiu que Thor passasse pelo segundo dia de treinamento.

Como o animal estava muito mal após a última sessão, a policial ligou para o suspeito perguntando o que havia ocorrido, mas ele disse que ficasse tranquila, pois era “normal do treinamento”. Desde então, o adestrador não atendeu mais as ligações nem respondeu às mensagens enviadas pelo celular.

Logo após a morte de Thor, a tutora do cão procurou a delegacia. “Ela estava muito chateada, com remorso por ter deixado um desconhecido adestrá-lo”, disse o delegado.

O animal foi levado ao Instituto Médico Legal (IML), que apontará a causa do óbito. O laudo deve ficar pronto na próxima semana.

O delegado notificou o suspeito, que deve ser interrogado na próxima semana. O adestrador pode ser indiciado por maus-tratos que resultaram na morte do cachorro. O crime prevê pena de até 1 ano e quatro meses de prisão.

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Fonte: G1

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