Polícia investiga suposta crueldade com cão em Santo Ângelo, RS

Homem é suspeito de arrastar animal puxando pela coleira em moto. Animal foi encaminhado a clínica veterinária, onde passa bem.

Por Emilin Grings e Felipe Truda

A Polícia Civil investiga se houve crueldade contra um cão na manhã desta segunda-feira (20) em Santo Ângelo, na Região das Missões, no Rio Grande do Sul. Um homem foi detido por suspeita de andar em uma moto arrastando o cachorro na Rua Duque de Caxias. O animal foi levado pelo próprio suspeito a uma clínica veterinária, onde passa bem.

Segundo a delegada Luciana Cunha da Silva, responsável pelo caso, o homem foi visto por alunos e instrutores de uma academia de ginástica andando de moto e puxando o animal por uma coleira por volta das 10h30. “O pessoal da academia percebeu que o rapaz conduzia a moto, puxando a moto na corrente, praticamente arrastado o cão. Alguém denunciou pelo 190, imagino que foram eles”, explicou a delegada.

O homem foi abordado após ter levado o animal a uma clínica veterinária. Policiais foram ao local e constataram que o cão tinha ferimentos nas patas, possivelmente por ter sido arrastado. “Segundo os policiais da Polícia Ambiental, o animal teria passado por uma cirurgia e estaria com uma atadura no abdome”, acrescentou Luciana.

O suspeito foi encaminhado à delegacia, mas foi liberado após assinar um documento se comprometendo a participar de uma audiência. Ele não confessou o crime. A delegada pretende ouvir testemunhas que teriam conversado com ele enquanto ele arrastava o cão. “Ele comentou que algumas pessoas pararam ele na rua, e perguntaram por que ele estava fazendo aquilo. Parece que ele teria falado algo, vamos verificar o que ele disse”, afirmou Luciana.

De acordo com a clínica onde o animal está internado, o suspeito levava o cão para retirar os pontos de uma cirurgia de castração em uma moto. O animal, no entanto, escapou, e o homem achou mais fácil levar puxando pela coleira. O cão tem ferimentos na parte inferior das patas, mas a situação não é grave.

Fonte: G1

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