Polícia recebe cerca de 20 denúncias de maus-tratos a animais por semana no Pará

Polícia recebe cerca de 20 denúncias de maus-tratos a animais por semana no Pará
Cadelinha que foi arrastada está sob os cuidados de ONG de proteção animal. Ela tem entre 6 e 8 meses e recebeu o nome de Vitória (Foto: Reprodução/ Facebook Elizabete Pires)

A Divisão Especializada em Meio Ambiente (Dema) da Polícia Civil do Pará afirma que, em média, por semana, 20 denúncias de maus-tratos contra animais são recebidas na delegacia. Na última segunda-feira (13), dois casos de agressão foram registrados em Belém.

Imagens flagradas por um celular no último domingo (12) mostram uma cadela amarrada com uma corda, sendo arrastada por uma bicicleta motorizada no bairro do Tapanã, em Belém. As imagens são fortes e tiveram grande repercussão nas redes sociais.

A mulher que aparece nas imagens foi identificada e levada para prestar esclarecimentos na segunda-feira, na Dema. “Ela fugiu de casa. Eu moro um pouquinho longe aí ela passou na frente da onde eu trabalho e eu amarrei ela na bicicleta [motorizada] nessa corda que eu arrumei lá e trouxe ela, até porque não dava pra eu trazer ela no colo”, justificou a autônoma Raimunda Leal.

Outro vídeo que também chocou a população foi gravado no bairro do Guamá. Um homem agride um cachorro, jogando ele no chão e dando socos na cabeça do animal, que grita.

Tanto a mulher que arrastou a cadela do Tapanã, quanto o homem que agrediu o cão no Guamá prestaram depoimento e irão aguardar julgamento em liberdade.

“As imagens são bem claras, a gente tem as imagens. Se aquilo é cuidado, eu não sei mais o que é… O animal tem que ser tratado, tem que ter as condições de alimentação, de moradia, de atenção. Não é só colocar o animal em casa e alimentar, a pessoa tem que cuidar daquele animal”, afirma o titular da Dema, delegado Vicente Costa.

Os animais salvos foram encaminhados para ONGs de proteção, receberão cuidados veterinários e em breve serão adotados.

“É importante agora que ela tenha novamente essa confiança nos humanos. Não vai ser um processo fácil, porque afinal de contas a vida dela foi colocada em risco, mas pode acontecer e vai acontecer”, disse a protetora Elizabete Pires, sobre a cedelinha que foi arrastada, que agora se chama Vitória e aguarda por um lar.

Fonte: G1

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