Polícia resgata animais sob condição de maus-tratos na Baixada Fluminense

Polícia resgata animais sob condição de maus-tratos na Baixada Fluminense

Após uma denúncia anônima, mais de 70 animais foram resgatados de uma casa em Mesquita, na Baixada Fluminense, onde viviam no meio da sujeira, sem água e sem comida, segundo a polícia. O dono do local foi identificado como Alex Pinheiro de Mendonça. Ele foi preso em flagrante por maus-tratos.

VÍDEO: Polícia resgata mais de 70 animais mantidos sem água e sem comida em sítio na Baixada Fluminense

A operação foi feita em parceria com a Prefeitura do Rio. Parte dos animais foi levada para a Fazenda Modelo, em Guaratiba, na Zona Oeste. Outros estão recebendo o cuidado de voluntários. Eles serão preparados para adoção.

Segundo os investigadores, Alex pedia doações para manter os animais saudáveis, arrecadava dinheiro nas ruas do Rio de Janeiro e levava para sua casa, na Baixada.

“A gente viu claramente que tem cadelas para comércio, para terem filhotes, para serem exploradas. Nós vamos investigar se há estelionato”, disse a delegada Mônica Areal.

Ainda de acordo com os agentes, Alex ainda mantinha um sítio em Tinguá, Nova Iguaçu, também na Baixada Fluminense, onde outros animais também sofriam maus-tratos.

Lá, Sandro Silva da Costa também foi preso.

“Tinha um homem no sítio que dava R$ 1,5 mil para botar comida nos canis. E nada era feito, nem de perto. Os dois foram presos por maus-tratos a animais. Agora, graças a Deus, tem uma pena relevante, e eu espero que eles fiquem presos”, disse Mônica.

A delegada alerta que é importante sempre verificar o histórico do local antes de realizar qualquer contribuição financeira.

“Você tem que saber se esse local é sério, se os animais estão sendo bem tratados. Então não adianta doar o dinheiro ou deixar o animal lá: peça vídeos, fotos, vídeo com data. Não deixe as pessoas explorarem sua bondade. Eu acho que o ser humano doar é uma coisa linda, né, é o que nos faz humanos; mas fiscalize, não deixe sua fé ser mal usada”, explica Mônica.

Em depoimento na delegacia, Alex disse que era o tutor dos animais, que organizava campanhas de doação e que pagava a Sandro para dar água e comida aos animais.

Sandro, o outro preso, disse aos policiais que não era funcionário de Alex.

Por Alice Portes, Francini Augusto e Guilherme Santos

Fonte: g1