Polícia resgata éguas que sofriam maus-tratos em município do México

Ramona e La Güera, duas éguas, foram resgatadas pela Polícia de Ecatepec após uma série de denúncias sobre maus-tratos a animal, já que eram obrigadas a puxar carroças carregadas de lixo, tarefa que cumpriam às vezes até desfalecer.

Depois do resgate, as duas éguas foram levadas primeiro para as instalações da Polícia Montada de Ecatepec, muito magras e com múltiplas lesões.

Elas foram reabilitadas durante cinco meses e agora enviadas a um santuário animal de Ocoyoacac, onde desfrutam de alimento, tranquilidade e amplos espaços ao ar livre, longe da vida de maus-tratos que sofreram ao serem utilizadas para puxar carroças cheias de lixo, o que provocou nelas feridas graves, especialmente no lombo, cujas cicatrizes ficarão para sempre.

Nas instalações da Polícia Montada de Ecatepec ainda permanece La Pecas, outra égua resgatada de maus-tratos nesse município, e cujo traslado ao mesmo santuário está em processo.

Mara Montero, representante do Comitê Pro Animal A. C., reconheceu que graças aos cuidados veterinários e à atenção da equipe da Polícia Montada de Ecatepec, foi possível que as éguas se recuperassem, já que os animais apresentavam graves lesões.

“Felizmente vamos poder colaborar para dar um novo destino a duas éguas que a Polícia Montada resgatou de casos extremos de maus-tratos por parte de coletores de lixo e que vamos trasladar a um santuário onde vão poder passar em tranquilidade seus dias”.

Ramona, de mais de 25 anos de idade, foi resgatada no último dia 3 de março na colônia El Progreso de Guadalupe Victoria, depois que colonos denunciaram que a égua era agredida pelo seu tutor.

Quase um mês depois, no dia 31 de março, policiais municipais resgataram La Güera, de entre 15 e 20 anos de idade, que foi agredida por seu dono até perder a consciência, na colônia San Francisco Xalostoc.

Montero indicou que, pela idade e pelos maus-tratos dos quais foram vítimas, ambas as éguas já não estão aptas a realizar nenhum tipo de trabalho, por isso são consideradas animais de companhia.

A representante do Comitê Pro Animal A. C. considerou que o uso de animais nas coletas de lixo está diminuindo, embora ainda seja uma prática tolerada porque representa o sustento econômico de várias famílias.

Apesar de não haver uma estatística precisa sobre o número de animais que são submetidos ao trabalho para puxar carroças com lixo das ruas do Estado de México, esta prática persiste nos municípios de Tultitlán, Coacalco, Los Reyes La Paz, Ixtapaluca e em algumas regiões específicas de Ecatepec.

Tradução de AliceWehrle

Fonte: La Silia Rota


Nota do Olhar Animal: Lamentável, mas se o ser humano não consegue ver uma utilidade para poder explorar um cavalo, o mata.

Os comentários abaixo não expressam a opinião do Olhar Animal e são de responsabilidade exclusiva dos respectivos autores.