Policiais são ameaçados de morte após cão ser morto durante operação nos EUA

Policiais são ameaçados de morte após cão ser morto durante operação nos EUA

Policial nos EUA atirou no rottweiler ‘Cowboy’ ao achar que seria atacado. Vídeo da ação foi divulgado por xerife; tutora diz que irá processar policiais.

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Policiais do condado de Pasco, na Flórida, afirmam ter recebido ameaças de morte após um colega matar a tiros um cão durante uma operação de averiguação. A ação foi registrada por uma câmera usada pelo policial Kerry Kempink e as imagens foram divulgadas pelo xerife do condado.

No dia 17 de abril, Kempink foi designado para averiguar uma residência onde um alarme contra roubos teria disparado. Ele diz que, ao encontrar o portão trancado, pulou uma cerca para entrar na propriedade. O vídeo mostra quando dois cães da raça rottweiler se aproximam do policial. Quando um deles chega ainda mais perto, ele atira no animal. O outro cachorro se assusta e foge.

Neste momento a dona da propriedade, a treinadora de cães Carla Gloger, sai de casa enfurecida e começa a brigar com o oficial. Ela pede que ele atire “de vez” e deixe o local. Kempink então dá um segundo tiro e mata o cachorro, que se chamava Cowboy, tinha 18 meses e pesava cerca de 40 quilos.

Medo de ataque

O xerife de Pasco, Chris Nocco, decidiu divulgar o vídeo para, segundo ele, provar que o policial não tinha escolha, já que temia ser atacado. Gloger, por sua vez, nega que o alarme tivesse sido acionado e afirma que a culpa foi do policial, que jamais deveria ter pulado a cerca.

Em uma entrevista ao jornal “The Tampa Tribune”, ela diz que já havia avisado aos policiais que eles nunca deveriam entrar no terreno de sua casa sem avisá-la, porque ela mantém 15 cães no local. Além disso, garante que o portão estava destrancado e que Kempink ignorou os sinais que alertavam para a presença dos animais.

Processo

A treinadora diz que pretende processar os policiais, mas que não tem nada a ver com as ameaças, feitas em um telefonema por um homem. Amigos dela criaram uma página no Facebook, chamada “Justice for Cowboy”, onde alguns comentários também incitariam ataques aos policiais.

“Se ela não nos quer indo até lá, deveria retirar o sistema de alarme”, diz o xerife, que afirma que, caso ela tivesse atendido ao chamado da companhia de alarmes, a polícia não teria sido acionada.

Desde 2011, policiais atenderam 36 chamados ao endereço de Gloger, sendo nove por disparo do alarme. As outras ocorrências envolviam nove incidentes domésticos, um roubo e diversos incidentes civis não especificados.

Fonte: G1

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