Policial que atirou sete vezes em canguru ferido é bombardeado por ativistas dos direitos dos animais

Policial que atirou sete vezes em canguru ferido é bombardeado por ativistas dos direitos dos animais

Um policial que atirou sete vezes em um canguru ferido numa tentativa desesperada de abatê-lo foi repreendido por ativistas dos direitos dos animais.

Um policial da Austrália do Sul foi filmado tentando matar o animal na Stuart High School em Whyalla Stuart, Austrália do Sul, 82 quilômetros ao sul de Port Augusta no último dia 28.

O vídeo de 90 segundos divulgado no Facebook tem usuários dizendo que as ações do policial são “vergonhosas”.

“Isso foi absolutamente vergonhoso, aquele palhaço não deveria ter permissão para carregar uma arma se não sabe usá-la. Eu sinto muito pelo canguru que foi ferido e deixado agonizando, se você não sabe matá-lo rapidamente, não tente”, escreveu um usuário.

Ativistas dos direitos dos animais foram para as redes sociais e expressaram sua fúria diante das ações do policial (Facebook)
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A ação do oficial foi rotulada com uma série de críticas como “inútil”, “cruel” e “sádica”.

“Que grande torturador!!!! Policiais sabem mais que ninguém como atirar para matar… policial sádico chato! Todos nós sabemos que ele não vai dormir bem à noite!”, escreveu outro usuário.

Um porta-voz da Polícia do Sul da Austrália disse ao Daily Mail que o oficial foi chamado por funcionários da escola e equipes de resgate da vida selvagem depois que o canguru foi encontrado com a pata direita dianteira gravemente quebrada.

(Facebook)
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As imagens do confronto mostram que o policial atirou no canguru, que mal se mexe, antes de atirar no animal novamente.

No terceiro tiro, parece que o policial está atirando acima do canguru, mas a polícia do Sul da Austrália confirmou que o policial teve que atirar no animal várias vezes.

“Várias tentativas foram feitas pelo policial para matar o canguru, mas cada situação é diferente, com alguns animais sendo mais resistentes do que outros, até mesmo com balas disparadas a queima roupa”, alegou o porta-voz.

“O canguru foi morto pelo oficial. Quando qualquer policial usa sua arma de fogo, deve submeter um relatório obrigatório e as ações são avaliadas. Uma avaliação final deste incidente ainda será concluída.”

Um porta-voz da Polícia da Austrália disse que o oficial foi chamado por funcionários da escola e equipes de resgate da vida selvagem depois que o canguru foi encontrado com a pata direita dianteira severamente quebrada.

Algumas pessoas tinham a esperança que o oficial estivesse apenas tentando afugentar o animal da escola pública.

O porta-voz da polícia da Austrália do Sul disse que o incidente foi uma das muitas responsabilidades da força policial.

“A polícia tem autoridade para o abate legal de aves ou animais em circunstâncias em que acredita-se que a ave ou animal esteja em perigo devido a ferimentos”, afirmou o porta-voz.

“Nessa situação, essa era a crença do policial após um grupo de resgate de animais selvagens contatar a SAPOL (South Australia Police) dizendo que o canguru tinha uma perna quebrada”.

O vídeo termina antes de o canguru ser morto.

O oficial foi chamado até a Stuart High School (na foto) por funcionários da escola e equipes de resgate de animais depois que o animal ferido foi encontrado (Google Maps)

Por Paula Ahillon e Adam Mccleery para o Daily Mail Australia / Tradução de Alda Lima

Fonte: Daily Mail


Nota do Olhar Animal: Que qualificações tinha o policial para avaliar que o canguru não tinha chances de recuperação? E se era um caso para se cogitar a eutanásia, por que o policial não chamou um veterinário para que o procedimento fosse feito de forma que causasse o menor sofrimento possível ao bicho? O argumento de que a ação do policial foi para “abreviar o sofrimento” do canguru não se sustenta. Os cangurus vêm sendo tratados na Austrália como praga e o próprio governo federal recomenda o abate destes animais. A ética rasa que norteia estas ações de extermínio ecologista e que desconsidera os interesses próprios dos animais possivelmente é a mesma que pautou a ação repugnante deste policial.

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